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15 outubro 2009

Dia 22: lançamento do livro "O tiro e o alvo"

Na próxima quinta-feira, 22 de outubro, teremos o lançamento do Livro "O tiro e o alvo: aforismos para resolução de problemas de negócios", a partir das 18h, na nova Livraria da Travessa, Rua 7 de Setembro, 54 - Centro - Rio de Janeiro.

Eu sou suspeito para falar do livro, afinal sou filho e fã de carteirinha do autor, mas acredito mesmo que ele deveria ser leitura obrigatória para todos que buscam vantagens competitivas nesse mercado tão "copy and paste".

Segue matéria sobre o livro: O GLOBO - 08/09/2009 - Coluna CONEXÃO GLOBAL - Caderno de Economia

'A coluna aposta: este ano não saíra livro sobre tecnologia mais intrigante que “O tiro e o alvo – Aforismos para resolução de negócios”, de Horácio Soares Neto. Reúne trocentos aforismos ao melhor estilo dos bons pensadores: fazem refletir, conduzem a mudanças. O livro trata do uso – ou mau uso – da tecnologia no mundo dos negócios.

Horácio sabe do que está falando. Ele é analista de sistemas e professor da área há mais de 40 anos. Já viu de tudo, já fez de tudo. Agora está tirando da cartola algumas provocações que merecem atenção por parte de gestores e, principalmente, da turma que está começando. Ele parte da ideia de que devemos estar mais atentos à observação dos problemas. E evitar os manuais com procedimentos preconcebidos.

São coisas simples, mas que passam despercebidas. É o caso da Lei Romário: “Em termos tecnológicos, um ano é uma eternidade e, tudo pode mudar (...). Quando uma empresa reconhece estar atrasada tecnologicamente em relação ao mercado, é natural que desenvolva um projeto de mudança para alcançar a concorrência. No entanto, ao atingir o patamar previsto, seus concorrentes já terão dado passos à frente. Por isso, quando se estabelecerem alvos de mudança, deve-se agir como o Romário. Enquanto atacantes comuns correm para onde a bola está, o baixinho corre (ou corria) para onde a bola vai estar”.

Será que todo gestor pensa assim? Passeando entre a filosofia e a tecnologia, Horácio bate um bolão.

Em tempo: o livro sai pela editora Cais Pharoux'.

Nelson Vasconcelos

26 julho 2009

Livro: O TIRO E O ALVO - Aforismos para resolução de problemas de negócios

Capa do livro O TIRO E O ALVO
Em setembro outubro será lançado o livro: O TIRO E O ALVO.

Para se ter uma ideia do que vem por aí, seguem alguns aforismos retirados do início do livro:

# 4

"Nem 'sociedade da informação' e muito menos 'sociedade do conhecimento', como proclamam os vendedores de ilusões. Vive-se, de fato, a sociedade da ferramenta.

Armas em vez de segurança; ambulâncias em vez de saúde; computador, em vez de educação; cadeia em vez de re-socialização dos presos; diploma, em vez de conhecimento; automóvel particular, em vez do transporte; fast food em vez de alimento; grife em vez de agasalho e elegância etc.
Enfim, consumismo em vez de usufruto. Mera sociedadezinha fetichista".`

# 11

"A incapacidade para resolver problemas se deve, em grande parte, à reatividade das pessoas e empresas. Só se muda quando dói e, nestes casos, age-se apenas de forma analgésica.

De que vale dispor da mais inovadora tecnologia se o problema é tratado corretivamente sobre sintomas, ignorando-se-lhe as causas?"

# 18

"O perigo do homem se subordinar à ferramenta é a perda da consciência dos próprios objetivos. Os papéis se invertem, o indivíduo vira extensão da máquina e o cachorrinho passa a levar a madame, toda manhã, para fazer xixi no calçadão de Copacabana".

# 21

"A quase totalidade dos cursos, certificações e práticas atuais se concentra em aprimorar a qualidade no manejo da arma e não a habilidade para identificar alvos.
Certifica-se que o técnico é um exímio atirador; isto é, dado um alvo, ele acerta todos os projéteis no bull’s eye. Mas quem apresenta o alvo a esse 'atirador de elite'?"

# 24

"A fragilidade das 'soluções tecnológicas' não está no despreparo para construir soluções, mas na incapacidade de enunciar problemas.
Não está no manejo da arma, mas na invisibilidade do alvo.
Não está no receituário médico, mas na inépcia para diagnosticar a doença".

#33

"Se o que os autores das 'sagradas escrituras da gestão' preconizam fosse de fato eficaz, o país de onde majoritariamente se originam - e onde os 'managers' são nelas educados - não demonstraria tanta inocência, inépcia e incompetência gerencial...."

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Outros aforismos:

#38

A indústria de best-sellers na área de administração se transformou num negócio bilionário autossuficiente que, no entanto, influencia econômica e culturalmente o mercado. Nenhum administrador “hodierno” que preze sua reputação pode se dar ao luxo de desconhecer os chavões e siglas da moda, renovados mensalmente no camelódromo planetário do pensamento empresarial descartável.

#41

"Assim escreveu Arthur Schopenhauer, o notável filósofo alemão, em meados do século XIX [04]:

'Em geral, estudantes e estudiosos (...) têm em mira apenas a informação, não a instrução. Sua honra é baseada no fato de terem informação sobre tudo, (...), sobre o resumo e o conjunto de todos os livros.'

E completa:

'Diante da imponente erudição de tais sabichões, às vezes digo para mim mesmo: Ah, essa pessoa deve ter pensado muito pouco, para ter lido tanto.'
É mais ou menos o que ocorre com muitos cursos, em que o aluno tem pouco tempo para ler e meditar sobre a bibliografia extensa e sagrada que lhe é imposta. Sobrariam horas diárias para os nossos aprendizes de feiticeiro pensarem sobre o que estão lendo?"

#42

"Albert, o cientista, confirma Arthur, o filósofo.

'Quem lê demais e usa pouco o próprio cérebro se habituando a ter preguiça de pensar.'
Albert Einstein"

#45

"É hora do administrador pensar mais com a própria cabeça. Um pensamento absorvido de fora só se transforma em conhecimento pessoal se confrontado criteriosamente com as questões, idéias e verdades que o indivíduo já possui."

#46

"Uma coisa é pensar com a cabeça dos outros, o que significa abdicar de pensar, delegar a terceiros a atividade intelectual, repetir como um papagaio verdades alheias.

Outra coisa é pensar junto com os outros (copensar). Neste caso, têm-se a oportunidade de aprender junto, inventar junto, confrontar idéias e, mais do que a soma do co-nhecimento individual, multiplicar sinergicamente o conhecimento coletivo."

#47

"Na investigação de problemas de negócios, o desafio pode ser mais desaprender do que aprender, mais libertar a mente para descobrir a verdade dentro de seus próprios negócios do que acreditar em milagres vindos de fora. Fechar os olhos viciados em dogmas, paradigmas, pensamentos únicos e idéias de silicone para ver a essência de seus empreendimentos."

#57

"A mulher pela qual se está apaixonado faz parte de uma categoria que poderia ser etiquetada como 'mulheres lindas, jovens e inteligentes'.

Mas o que faz você loucamente apaixonado por sua namorada em especial não são as características que ela tem em comum com as mulheres 'lindas, jovens e inteligentes'. O que te faz tão apaixonado são as peculiaridades que a distinguem das demais.

O que faz alguém admirar Van Gogh não são as características do célebre pintor holandês comuns a todos os pintores impressionistas, mas suas qualidades particulares, suas idiossincrasias.

Este conceito vale para o restaurante, o escritor ou o profiteroles. Também para os negócios, é óbvio."

#62

"Pode a síntese prescindir da análise? Pode o geral esnobar o particular? Quanto pode valer um detalhe?"

#63

"Todo padrão é essencialmente pobre, principalmente os traficados por instituições ricas.

Todo padrão é nuclearmente burro, nomeadamente os concebidos por pessoas espertas.

Todo padrão é antiestético, entorpece, entedia e brocha."

#65

"O que deve ter a qualidade prioritariamente certificada é o produto final e não o processo produtivo. A qualidade do sujeito confirma-se na qualidade do objeto produzido."

#66

"O que qualifica o padeiro é o pão."

#67

"Padrões, receitas de bolo, mapas da mina, caminhos das pe-dras, pulos-do-gato, passo-a-passos ou as auto-denominadas 'best practices' frequentemente desconvidam o investigador a pensar e empurram-no pela ladeira fácil do pensamento alheio e pronto.

Quem perguntaria o porquê de um padrão ISO?

Quem cogitaria um caminho alternativo, diante de um passo-a-passo de unanimidade rodriguiana?

Quem contestaria a verdade de uma boa prática escrita no idioma de Shakespeare?"

#70

"O mundo dos padrões teria começado com o nobre objetivo de oferecer caminhos, mas – recorrendo a um antigo aforismo – é de boas intenções que o 'inferno da tecnologia' está múltiplas vezes pavimentado."

#71

"Algo que se poderia perguntar sobre melhores práticas: 'melhores para quem?'"

#72

"O que fazer quando as características do problema não combinam com os padrões recomendados? Quem deve mudar? O problema?"

O livro já pode ser comprado pelo site da editora: Editora CAIS PHAROUX.

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01 junho 2009

InterAct: análise superficial do UOLHOST me levou ao erro na avaliação da acessibilidade do site...

Começo esse post com um pedido de desculpas para o Rodrigo do UOLHOST e a todos que fazem parte do projeto. Usei equivocadamente o site como exemplo para uma das principais barreiras de acessibilidade: a falta de descrição em textos em imagens e imagens com links durante minhas apresentações no InterAct.

Quando preparava a apresentação procurei por exemplos de sites inacessíveis utilizando o navegador Firefox com as imagens desabilitadas (complemento “Web Developer”). Fazia isso na procura por exemplos de sites que tivessem imagens aplicadas como links, mas sem a devida descrição em texto.

Na semana do InterAct ministrei um curso de 40h em Salvador e acabei não tendo o tempo que gostaria para preparar as apresentações. Na buscas por exemplos inacessíveis, acabei esbarrando com o site do UOLHOST, que com as imagens desabilitadas, praticamente desapareceu conforme imagem abaixo:

Imagem capturada do site do UOLHOST com as imagens desabilitadas Na pressa cometi um erro de interpretação e não analisei o código do site como deveria antes de utilizá-lo como exemplo de inacessibilidade nas apresentações no InterAct. Concluí equivocadamente que o logotipo, menu e outras imagens do site do UOLHOST haviam sumido pela falta de uma descrição em texto das imagens do site, mas precisamente de um valor aplicado na propriedade ALT do tag IMG.

No Cafofo do Luli, quando apresentei o exemplo do UOLHOST e de outros sites com as imagens desabilitadas, comentei que essa também seria a leitura pelo “bilionário cego”, o Google.

Mas não é o que acontece quando desabilitamos, ao invés das imagens, os estilos (CSS) do site, conforme exemplo abaixo:

Imagem capturada do site do UOLHOST com os estilos dasabilitados

O Logotipo do UOLHOST, menu de navegação e todos os outros textos do site aparecem normalmente.

Os desenvolvedores do site aplicaram uma técnica chamada IMAGE REPLACEMENT. Nessa técnica, uma imagem é aplicada como background de um texto que é deslocado via CSS para fora do campo visual da tela. Mas os leitores de tela utilizados por pessoas com deficiência visual, assim como os sistemas de busca como o Google, têm acesso normalmente ao conteúdo desses textos.

Essa técnica tem lá seus problemas, mas sem dúvida pode ser acessível se os textos aplicados tiverem o mesmo significado das imagens de fundo.

Problemas com essa técnica?

  • se as imagens não carregarem por problemas com o servidor, conexão, etc., o conteúdo em texto não estará acessível para os videntes.

  • em alguns casos o conteúdo dos textos deslocados para fora da tela, não é fiel as informações contidas nas imagens.
Durante as apresentações, voltei a utilizar o site do UOLHOST como exemplo, mas agora pela falta de contraste entre os links e o fundo no menu aplicado no canto superior do site, assim como pelo tamanho reduzido dos textos dos links, conforme imagem abaixo:

imagem capturado do site do UOLHOST com exemplo de menu com pouco contraste e textos pequenos
Ao utilizar o site como exemplo, informei que o UOLHOST está sendo reformulado e que, segundo os responsáveis pelo site, sua próxima versão terá foco maior em acessibilidade e usabilidade.

Enfim, apesar da gafe e do cansaço, fiquei feliz com o resultado da apresentação, principalmente no Cafofo do Luli. Confesso que na segunda palestra, no final do dia, acabei ficando um pouco travado, mas apesar disso, os feedbacks foram bem positivos.

Só tenho a agradecer ao Luli e o Tiago pelo convite e a toda competente equipe do Imasters pelo evento impecável e de altíssimo nível.

Seguem abaixo minhas duas apresentações:



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O @brunoalves tuitou o seguinte: "Vivo dizendo para designers não usarem image replacement para logos, será que agora vão acreditar?"
No final mandou esse link para um vídeo do Google sobre o tema:

31 maio 2009

Curso de acessibilidade em São Paulo e no Rio de Janeiro

A Acesso Digital realizou no final de março (São Paulo) e no início de abril (Rio de Janeiro), seu primeiro curso de acessibilidade web aberto ao público.

Em São Paulo tivemos entre os alunos, amigos, conhecidos e colegas virtuais. Entre eles, 4 pessoas com deficiência visual. Foi a primeira vez que dei aulas sobre acessibilidade para pessoas que compreendem e vivem esse tema muito mais do que eu. Confesso que fiquei nervoso com a responsabilidade, mas feliz com o resultado e com os novos amigos que fiz.

No Rio, não tivemos a oportunidade de ter alunos com deficiência, mas em compensação algumas celebridades, como a presença do Fabio Gameleira, por exemplo, que poderia facilmente ministrar o curso em nosso lugar. Diga-se de passagem, comecei a aprender acessibilidade com sua cartilha de acessibilidade em 2001.

Como resumo da ópera, ainda temos muitas arestas para deixar o curso como sonhamos, mas ficamos muito felizes com o feedback recebido. Em breve anunciaremos as datas das novas turmas para o Rio e São Paulo e, quem sabe, em outras cidades.

Abaixo liks para as fotos do curso em São Paulo e Rio de Janeiro.

São Paulo

Turma de São Paulo

Álbum de fotos de São Paulo.

Rio de Janeiro

turma Rio de Janeiro

Álbum de fotos do Rio de Janeiro.

28 fevereiro 2009

WCAG 2.0 em português de Portugal

"Já se encontra disponível em português a versão 2.0 das Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web, documento que constitui recomendação do World Wide Web Consortium desde 11 de Dezembro de 2008.

Nove anos depois da versão 1.0, as directrizes agora publicadas conquistam um maior leque de tecnologias e a validação de conformidade é também definida com maior objectividade.

As WCAG 2.0 encontram-se actualmente disponíveis em inglês (original), húngaro e português. O português torna-se o terceiro idioma a dar forma de letra às WCAG 2.0."

Versão original do WCAG 2.0.

Versão do WCAG 2.0 em português.

Responsabilidade da tradução Portuguesa:

A tradução é da responsabilidade da equipa ACESSO da UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP.

Tradutores: Teresa Cruz (Tradioma) e Susana Dionísio (Tradioma).
Coordenação e revisão técnica da tradução: Jorge Fernandes (UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP).

19 fevereiro 2009

Acesso Digital promove curso de acessibilidade no Rio e São Paulo

A Acesso Digital irá realizar seu primeiro curso de acessibilidade na web aberto ao público. Será ministrado na cidade de São Paulo nos dias 27 e 28 de março e no Rio de Janeiro, nos dias 3 e 4 de abril.

Montamos um curso bem dinâmico, onde além dos conceitos, os alunos aprenderão na prática a aplicar corretamente as técnicas de acessibilidade, realizar avaliações em sites com três diferentes leitores de tela e a validar a acessibilidade segundo a metodologia de trabalho da Acesso Digital.

Após o curso será criada uma lista de discussão, restrita às turmas, onde nosso grupo tirará dúvidas sobre o conteúdo do curso durante um mês.

Segue abaixo link para o conteúdo programático, local, preço, desconto para pagamento antecipado, etc.:

Curso de Acessibilidade.

03 fevereiro 2009

O 5º Sou+Web terá como tema: “A união faz a acessibilidade”.

Logotipo Sou + WebSerá no próximo dia 14, sábado, de 10h às 12h, na Facha em Botafogo-RJ.

O evento é organizado pela pós-graduação em Gestão em Marketing Digital da Facha, coordenada pelo professor Nino Carvalho.

Programação Sou+Web:

A união faz a acessibilidade.

Conheça a importância da acessibilidade em sistemas web e sua interface com outras ciências.

Acessibilidade e:


  • Arquitetura da Informação;

  • Usabilidade;

  • Design;

  • Novas tecnologias.

Acessibilidade e arquitetura da informação com Vagner Pontes

- É Arquiteto de Informação da COC – Casa de Oswaldo Cruz – Fiocruz.
Bacharel em Biblioteconomia e Documentação (UFF) com Extensão em Arquitetura de Informação. Possui experiência variada, desenvolveu trabalhos de Indexação em agência de notícias e possui experiência em arquitetura de informação na web e em projetos automatizados. Trabalhou dois anos como Arquiteto de Informação web no Inmetro. Atualmente ministra cursos e palestras demonstrando as relações da Biblioteconomia com a Arquitetura de Informação. É pesquisador em AI, Redes Sociais e Novas Tecnologias.


Acessibilidade e Usabilidade com Monica Fernandes

- Consultora em Usabilidade e Arquitetura de Informação, com ampla experiência na aplicação de métodos de design centrados nos usuários em segmentos educacionais, governamentais e comerciais. Nos últimos oito anos, colaborou com a Sirius Interativa em estudos de usabilidade. Possui mestrado pela School of Information da Universidade da Califórnia, Berkeley, com ênfase na área de Interação Humano-Computador (2001), e MBA-Executivo pelo PDG-Exec (1996). Fundou em 2006, a Gati Design & Tecnologia.

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Apresentação da Monica Fernandes no slideshare.
Audio da palestra da Monica (arquivo .rar).
obs.: os audios foram gravados pelo MP4 do Anderson Nascimento.
</Atualização>

Acessibilidade e Design com Ricardo Rodrigues Nunes

- Professor de Graduação em Design Gráfico e Pós-Graduação em Design Digital do Instituto Infnet, é mestrando em sistemas de informação pela Unirio. Suas áreas de atuação e interesse são: Groupware, Sistemas Colaborativos, Ambientes Virtuais, Usabilidade, Acessibilidade e Sistemas de Informação. É autor do livro e-Usabilidade, da Editora LTC, 2008.

<Atualização>
Apresentação do Ricardo no slideshare.
Audio da palestra do Ricardo (arquivo .rar).
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- Acessibilidade e novas tecnologias com Lêda Lucia Spelta

- Psicóloga e analista de sistemas, é sócia fundadora do grupo Acesso Digital, um grupo de consultores que trabalham para promover a acessibilidade na web. Trabalha com acessibilidade desde 2001, como moderadora de lista de discussão, instrutora, consultora, autora de artigos e palestrante.
Seus principais focos em acessibilidade são a sensibilização e a motivação de empresários e webdesigners, a avaliação de sites, o treinamento e a normatização.

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Apresentação da Lêda Spelta no slideshare.
Audio da palestra da Lêda (arquivo .rar).
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- Moderador: Horacio Soares

- Especialista em design, acessibilidade e usabilidade, é consultor e pesquisador da Acesso Digital. Editor do site Internativa, escreve artigos sobre acessibilidade e criatividade. Professor do curso de Análise de Sistemas da ESCM e da Pós-Graduação em Gestão em Marketing Digital da FACHA. É analista de sistemas pela PUC-RIO e mestrando em Sistemas de Informação pela Unirio – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

Mais sobre o evento:

"O evento tem sido um sucesso e cerca de 60 profissionais de internet participam todos os meses. Estamos conseguindo unir mais os profissionais do mercado carioca e já temos vários feras que atenderam a todas as quatro edições. O formato aberto do nosso debate está dando o que falar pela web e vocês já devem ter visto quantos blogs, twitters e pessoas estão comentando sobre o evento.

Para se inscrever, basta enviar email com nome, email, cargo e organização na qual trabalha – para nino.carvalho@gmail.com".

A Facha fica na rua Muniz Barreto, 51, em Botafogo.

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Fotos do evento no Flickr.

Ricardo Nunes, Monica Fernandes, Lêda Spelta e Horácio Soares

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04 novembro 2008

Paulo Teixeira do lança livro sobre SEO - Otimização de Sites...

Capa do Livro SEO Otimização de Site O amigo Paulo Teixeira, pesquisador, apaixonado e grande divulgador de SEO no Brasil através de seus cursos, palestras, desconferências e principalmente pelo blog Marketing de Busca, vai lançar esse mês o livro: SEO Otimização de Sites - Marketing de Busca como estratégia para empresas.

Ele já pode ser comprado por pré-venda no site do Livro SEO. Assim que sair, você será um dos primeiros a receber.

Para quem ainda tem dúvidas do domínio do Paulo sobre o tema, dê uma breve pesquisada no Google e afins pelo termo "SEO" e perceberá que dentro das 258.000.000 de respostas, seu relevante blog vem na segunda posição na busca natural...

Resposta no Google:

resposta no Google para SEO - novembro 2008

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Paulo segurando seu livro
Paulo com seu livro apontando para o meu depoimento:

"Pesquisador e apaixonado por SEO, Paulo tem ciência da importância da semântica e acessibilidade tanto para os robôs de busca, quanto para as pessoas."

Fotos do mega lançamento do livro SEO Otimização de Sites.

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29 setembro 2008

Outubro começa com bons ventos e eventos no Rio, São Paulo e Porto Alegre.

Nesse último final de semana tivemos o Blogcamp Rio, um evento bacana e bem organizado pelo amigo Bruno Dulcetti e CIA. Valeu muito a pena, participei de boas conversas, reencontrei amigos, colegas, ex-alunos, fiz novos contatos e ainda conheci a surpreendente NAVE.

- Pós em Marketing Digital - Rio de Janeiro
A terceira turma começou agora, no dia 20 de setembro e será sempre aos sábados, de 8:30 às 17:30, na Facha em Botafogo. Aos interessados, acredito que ainda dá para se candidatar a uma vaga.
Já no dia 8 de outubro começo a ministrar a cadeira de Usabilidade e Experiência do Usuário na segunda turma da pós, as segundas e quartas.

- Rio Info 2008 - Rio de Janeiro
Data: 30 de setembro a 2 de outubro
A sexta edição consecutiva da RIO INFO será realizada no Hotel Glória. Voltada para empresários, acadêmicos e profissionais de TI.
Status: vou tentar aparecer por lá todos os dias, mas ainda não sei como será essa logística. Evento pago.

- 1º Fórum W3C Brasil - Por uma Web Única - São Paulo
Data: Dia 30 de setembro
Status: apesar de receber convites por e-mail e correio tradicional, infelizmente não poderei ir a São Paulo. Evento gratuito.

- XII CREAD - Educação a Distância e Cidadania: um caminho para a justiça social - Rio de Janeiro.
Data: 5 a 8 de Outubro de 2008 - Rio de Janeiro - RJ - Brasil
Status: devo ir ao menos no dia 8, mas vou tentar aparecer nos outros dias. Evento pago.

- Os padrões web e seus impactos no futuro governo eletrônico - Brasília.
Auditório do Teatro da Caixa - Brasília - DF
Data: 8 de outubro de 2008 - 14:00 - 18:00
Este evento tem o objetivo de reunir órgãos públicos para apresentar o W3C e seu papel na evolução da Web e do governo eletrônico...
Status - gostaria muito de ir, mas como o MAQ estará lá, depois eu pago um guaraná diet e ele me conta tudo. Evento gratuito.

- Técnicas para avaliação de usabilidade de websites - Rio de Janeiro
Data e horário: 09 a 11 8 a 10 de outubro de 2008, das 13h às 17h
Local: Univer Cidade, unidade Metrô Carioca - Centro - valor do investimento: R$ 150,00
Workshop com o amigo Robson Santos.
Grande oportunidade para reciclar e aprender técnicas com o Dr. Robson. Gostaria de participar do workshop, mas estou com agenda muito apertada nesse período. Evento pago.

- 2º EBAI - Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação - São Paulo
Data: 17 e 18 de outubro de 2008
Auditório do CRQ 4ª região - rua Oscar Freire, 2039.
Encontro com os maiores da área de arquitetura de informação no Brasil. Se for parecido com o ano passado já vale muito a pena.
Status: estou confirmado, só falta pagar os R$200,00 reais com desconto para participantes no primeiro EBAI. Mas mesmo para quem não tem desconto, o preço do evento é muito justo, R$250,00.

- IHC'08 - 10 anos - Porto Alegre - RS
Data: 21 a 24 de outubro
Depois de ter meu primeiro artigo acadêmico completo recusado nesse evento, consegui aprovar um artigo resumido para o Workshop de Usabilidade, Acessibilidade e Inteligibidade aplicadas em interfaces para analfabetos, idosos e pessoas com deficiência do IHC 2008. Ele será no dia 21 de outubro.
Status: estarei em Porto Alegre entre os dias 21 e 23 de outubro. Evento pago.

- InterCon 2008 - São Paulo.
Data: dia 25 de outubro.
Status: estarei lá. Evento pago.

- Descolagem
Data: 22 de novembro
No blogcamp anunciaram a realização de um evento chamado Descolagem que também irá acontecer lá na NAVE. Quem tiver interessado em participar, basta mandar e-mail falando do evento para: descolagem@gmail.com. Evento pago gratuito.

07 setembro 2008

Lançamento do livro e-Usabilidade, dia 8 de setembro...

Os pesquisadores e amigos Dra. Simone Bacellar e Ricardo Nunes, vão lançar o livro e-Usabilidade nessa segunda-feira, dia 08 de Setembro das 19h30min às 20h30min durante o  ENAMPAD 2008. Será no Hotel Windsor na Barra, que fica na avenida Sernambetiba, 2.630 Barra da Tijuca - Rj.

Veja o local no Google Mapas abaixo:



Exibir mapa ampliado

Convite para o lançamento:

Convite para o lançamento do livro e-Usabilidade

"O objetivo do livro é de ajudar os estudantes e os profissionais de sistemas de informação, em especial os sistemas construídos para Web, a projetarem e administrarem interfaces que propiciassem a seus usuários uma interação transparente."

O livro está saindo do forno por apenas R$30,00 merrecas e, quem quiser, pode comprar pelo site da LTC Editora (http://editoraltc.shop.com.br/)

Estarei lá para comprar o esperado livro e encontrar grandes amigos...




O lançamento foi muito bacana...

Eu com os autores de e-Usabilidade (Ricardo Nunes e Simone Bacellar)

Algumas fotos do lançamento.

18 julho 2008

Entrevista: perguntas sobre acessibilidade na web

Em março dei uma entrevista para a Revista Comunicação 360º respondendo algumas perguntas sobre acessibilidade na web. Pra dizer a verdade não sei nem se chegou a ser publicada na revista em papel, pois não recebi nenhum feedback deles. Mas em julho eles publicaram a "entrevista" no site da Nós da Comunicação e recebi um e-mail avisando.

Como pelo menos no site a entrevista ficou muito descaracterizada, resolvi publicar minhas respostas, até aproveitando para tirar a poeira mensal do meu blog.
Não são verdades absolutas, até porque não existem tais verdades. É minha opinião e outros pontos de vista são muito bem-vindos.

Tirando a pergunta 6, todas as outras respostas estão idênticas a entrevista em março.

1) Em seu site, há a afirmação de que as empresas que possuem um site acessível têm uma visão estratégica. Por quê?

Aumentar a visibilidade de um site frente aos sistemas de busca como o Google e Yahoo, por exemplo, já é bem estratégico, não acha?

Alguns chamam o Google - inclusive eu – de bilionário cego. Isso porque ele é um robô que só indexa texto e não enxerga imagens, animações, vídeos. Deste modo, quanto mais acessível e semântico for um documento HTML, maior será a sua exposição a essas tecnologias.

Se uma empresa almeja se aproximar de 100% de seu público-alvo, um bom caminho é tornar seu site acessível.

2) Por que uma empresa optaria por fazer um investimento em acessibilidade? Qual o custo? Há um bom retorno? Como convencer os empresários? Há algum estudo comprovando as vantagens? A demora e o custo compensam?

Encaro o custo da acessibilidade como um grande investimento, afinal, só com acessibilidade pode-se oferecer ao usuário uma "experiência perfeita". Ou seja, oferecer uma interface acessível a todas as pessoas independente de suas experiências e habilidades, ser fácil de usar e aprender e oferecer portabilidade para qualquer dispositivo, ambiente e software.

Claro, é mais rápido e fácil fazer um site inacessível. É também verdade que um programador levará mais tempo construindo sites e sistemas acessíveis. Mas a boa notícia é que com experiência os desenvolvedores ganham produtividade e esse tempo diminui.

A acessibilidade na web é ainda mais recente que a própria internet. Também por isso, não existem pesquisas ou estudos que comprovem o seu retorno sobre o investimento, pelo menos disponíveis na web. Esse tipo de pesquisa ainda está muito restrito a academia e a poucas empresas de consultoria, que escondem seus estudos de caso a sete chaves, exatamente como aconteceu com a usabilidade.

Mas apesar disso, temos a disposição diversos livros e artigos, alguns em português – grande parte listada no próprio site da Acesso Digital - que descrevem os benefícios do desenvolvimento de projetos com acessibilidade, como, por exemplo:

- Manutenção mais rápida e barata.
- Melhor performance e diminuição com custos de banda.
- Fidelização de clientes, através de interfaces acessíveis, mais fáceis de usar e aprender.
- Conformidade com o decreto de lei 5296 de 02/12/2004 (lei que obriga que sites de administração pública sejam acessíveis).
- Atendimento aos novos consumidores da inclusão digital e sistema de cotas.
- Valorização da Diversidade e Responsabilidade Social;
- Maior visibilidade do seu negócio e produtos pelos sistemas de busca.
- Diferencial competitivo e melhoria dos Serviços.
- Crescente demanda de usuários com dispositivos móveis.
- Visão empreendedora.
- E como já mencionado, atingir 100% do seu público-alvo.

Em 2005 participei de um projeto de remodelagem de um site/sistema onde aplicamos as diretrizes de acessibilidade, assim como os padrões web (web standards). O objetivo basicamente era melhorar a performance do sistema. Tivemos um excelente resultado e desse trabalho, escrevi o artigo com título: "melhorando o desempenho e a acessibilidade".

Conceber um site/sistema inacessível é como desenvolver um projeto sem planejamento, ele pode até ficar pronto mais rápido e dentro do cronograma acordado com o cliente, mas a que preço?
Quanto custa para uma empresa perder um cliente porque ele não encontrou o que procurava ou porque não conseguiu realizar uma tarefa em seu site? Talvez porque o site não tenha funcionado em seu dispositivo móvel ou navegador preferido, ou ainda, porque não conseguiu imprimir ou capturar a informação que desejava?
Qual é o custo da insatisfação do cliente e quanto custa refazer todo um projeto depois de pronto?

Pois é, como esperam que um site funcione se ele não foi concebido sobre a ótica e experiência de seu público-alvo e muito menos testado e validado por eles? Infelizmente para muitas empresas e agências, o que mais interessa em um projeto web, é se ele está "bonitinho" e ainda tratam o design como uma obra de arte.

Design não é arte e deve fazer a ponte entre três variáveis: pessoas, produto e um contexto.

3) Qual a melhor definição de 'acessibilidade'?
Qual a história do uso de acessibilidade no mundo real e no mundo digital?


Existem diversas definições de acessibilidade na web, não sei ao certo qual é a melhor, mas para nós da Acesso Digital, acessibilidade na web é: "uma internet verdadeiramente inclusiva e com mais oportunidades de acessos e negócios para todos".

Não sou a melhor pessoa para responder essa pergunta, pois só conheci a palavra acessibilidade em 2001, quando me deparei com edital de um sistema em ambiente web que deveria ter acessibilidade.

Mas o que posso dizer, é que assim como no mundo real, a história acessibilidade no mundo digital é feita com muita dificuldade e luta. O maior inimigo da acessibilidade ainda é a ignorância. Isto é, a completa falta de conhecimento sobre o tema na maior parte das empresas, profissionais da área e clientes.

Para ajudar a mudar um pouco esse quadro, nós fizemos um vídeo educativo de 11 minutos com objetivo de resumir a idéia do seja a acessibilidade na web. Nele demonstramos na prática como é a navegação pela internet, utilizando leitores de tela, em sites acessíveis e não acessíveis.

Vídeo – Acessibilidade na Web: Custo ou Benefício?
O vídeo pode ser baixado em diferentes formatos no site da Acesso Digital.

O ser assistido diretamente pela web no Videolog.

O vídeo teve uma ótima aceitação pela comunidade e está sendo replicado tanto pela academia quanto pelas empresas.

4) A acessibilidade na web é direcionada para quais tipos de deficientes, além dos visuais? Como medir o número de usuários?

Esse é um grande problema, pois muita gente acredita que acessibilidade na web é apenas para pessoas com deficiências visuais. Muito por culpa da nossa silente lei nº 5296, que obriga - desde dois de dezembro de 2005 - que todos os portais e sites de administração pública disponibilizem seus conteúdos com acessibilidade para pessoas com deficiência visual.

Tudo bem, essas pessoas são as que mais precisam, pois elas ficam simplesmente impedidas de usar um determinado site ou serviço, se ele apresentar grandes barreiras de acessibilidade, mas assim como a deficiência visual, todas as outras precisam muito da acessibilidade. Afinal, como o governo espera, por exemplo, que pessoas com deficiência motora consigam acessar os serviços de administração pública?

A pessoa com deficiência motora também precisa muito da acessibilidade, assim as com deficiência auditiva, mental, cognitiva, enfim, todas as deficiências.

E não são apenas as pessoas com algum tipo de deficiência que precisam. É exatamente esse o caso dos usuários de dispositivos móveis com acesso à internet, perfil em grande expansão, eles precisam de acessibilidade.

E se pensarmos bem, todos nós, principalmente nas primeiras vezes que formos usar um determinado site ou serviço, precisamos de uma boa acessibilidade.

5) Qual é a diferença entre acessibilidade e usabilidade? Como a aplicação conjunta delas contribui para uma inclusão efetiva?

Apesar de serem coisas diferentes, para mim são como irmãs siamesas, não dá para imaginar um site com acessibilidade, mas difícil de usar e vice e versa.

De que adianta ter um site acessível ou acessável, como diria o amigo MAQ do BengalaLegal.com e Acessibilidadelegal.com, mas que quando utilizado por uma pessoa com deficiência visual ou motora, ou mesmo por um usuário de dispositivo móvel, é necessário passar por dezenas de links para enfim chegar ao sistema de busca de um site?
Está "acessável", mas sua navegação não tem nenhum tipo de otimização para facilitar a experiência desses usuários. Ou ainda, um determinado sistema que está, digamos assim, sem barreiras técnicas de acessibilidade, mas que é tão difícil de entender e usar, que quase ninguém consegue utilizá-lo.

Da mesma forma, um sistema com boa usabilidade, ou seja, fácil de usar, pode não ter serventia se não funcionar sob uma determinada tecnologia. Ou apresentar barreiras de acessibilidade significativas em determinados contextos.

Acessibilidade de verdade não existe se não estiver acompanhada de uma boa usabilidade.

6) Por favor, cite exemplos de sites que são modelos de acessibilidade, cases, histórias interessantes...

Infelizmente vou ficar devendo essas indicações, isto porque para a nós da Acesso Digital, acessibilidade de verdade não é apenas a aplicação das técnicas de acessibilidade web e a validação com aplicação de um “selo” qualquer de um avaliador automático.
Acessibilidade de verdade é a soma da acessibilidade (aplicação diretrizes, técnicas, testes com diferentes usuários e contextos) + web standards (validação dos padrões web, padronização e portabilidade) + usabilidade (facilidade de uso com foco na experiência do usuário), com o uso de uma metodologia que vai além da acessibilidade, pois leva em conta o contexto social.

E dentro desse perfil acima, nenhuma dos sites que conhecemos atende esses três itens com qualidade ao mesmo tempo.

Mas a boa notícia é que novos portais e sites estão sendo lançados nessa direção, então é só aguardar um pouco mais.

09 junho 2008

Jornadas de Conhecimento: dia 11 de junho - SEO - Otimização de sites para sistemas de buscas.

Aproveitando para tirar parte das teias desse blog, segue dica para as Jornadas de Conhecimento 2008.

A primeira jornada é sobre otimização de sites para sistemas de buscas e vai rolar na próxima quarta, dia 11 de junho. Será ministrada pelo amigo Paulo Teixeira, especialista em SEO - Search Engine Optimization e editor do site marketingdebusca.com.br que é o primeiro resultado para SEO no Brasil.

A Jornada será no auditório do SEPRORJ, localizado à Rua Buenos Aires 68, 14o andar / Centro - Metrô Uruguaiana - Rio de Janeiro.

Para mais informações no site: Jornadas de Conhecimento.

05 abril 2008

Quer mais tempero na acessibilidade? Conheça o novo site do MAQ: Acessibilidade Legal

Meu grande amigo, MAQ - Marco Antonio de Queiroz, lançou nessa sexta chuvosa, dia 4 de abril de 2008, seu novo site, o Acessibilidade Legal.

logotipo do novo site do MAQ: Acessibilidade Legal

Faz tempo que ele aborda esse tema em seu conhecido site, Bengala Legal, mas não andava satisfeito, até porque, a acessibilidade web se misturava a outros assuntos como a diabetes, cegueira, entre outros.

Apesar do site começar pequeno, acredito que tenha grandes ambições, como tornar-se referência em acessibilidade web no Brasil.

Para isso, o incansável MAQ continuará sistematicamente criando e publicando novos textos, assim como estimulando a criação de artigos pelos seus colaboradores. Falando nisso, estou devendo um artigo sobre design x acessibilidade.

Então, se você precisava de uma desculpa para começar a escrever, olha aí uma grande oportunidade!

Infelizmente o site ainda não tem FEED, mas é o item de prioridade um na sua lista de desejos... Falando nisso, será que você não poderia ajudá-lo?

18 março 2008

Arte popular com merchandising...

São os novos tempos, nem a arte popular escapa do assédio comercial.

Pois é, Copacabana tem uns 6 diferentes pontos onde encontramos criativos e talentosos artistas da praia que reconstroem, bem próximos ao calçadão, os principais pontos turísticos do Rio literalmente na areia e com areia. Podemos achar o Corcovado, Pão de Açúcar, os arcos da Lapa, as favelas, castelos e, não podiam faltar, as mulheres cariocas deitadas com o popozão para as estrelas.

Além dos já manjados locais reproduzidos pelos artistas, em datas comemorativas, encontramos obras sobre o tema em evidência. Foi assim no PAN, natal, ano novo e, agora na páscoa, não poderia ser diferente.

Isso tudo não é novidade, mas encontrar uma mensagem de amor em uma dessas obras, me chamou atenção.

No PAN já tinha visto alguns pequenos e acanhados logotipos da Prefeitura e de algumas empresas patrocinadoras do evento esportivo nessas áreas, mas me pareceu muito mais uma decisão do próprio artista do que algum patrocínio de fato.

Mas agora não, ficou claro que alguém pagou ao artista para colocar, entre o Corcovado e o Pão de Açúcar, uma mensagem de amor para filha e esposa.

mensagem de amor a filha e esposa na areia da praia de Copacabana

Segundo o próprio artesão, “um ‘gringo’ passou e perguntou quanto era para colocar uma mensagem para filha...falamos que era 500 paus. Esperando que ele pechinchasse, mas como não reclamou, ficou por isso mesmo. Mas se estiver interessado, podemos fazer mais barato”.

Alguém interessado?

eu em primeiro plano com a praia de Copacabana ao fundo e a mensagem para esposa e filha na areia

Mais fotos da mensagem no Flickr.

06 março 2008

Livro revela os dez motivos do sucesso das apresentações do Steve Jobs

Na matéria "Aprenda a brilhar no palco com Steve Jobs", da revista Época Negócios de março, temos acesso aos dez principais elementos que tornam as palestras do Jobs realmente brilhantes.

Quem decodificou esses elementos foi o coath em comunicação Carmine Gallo em seu novo livro: 10 Simple Secrets of the World's Greatest Business communicators ("10 segredos simples dos grandes comunicadores de negócios do mundo"). Gallo utiliza o sr. Jobs como principal exemplo em seu livro.

Esses 10 elementos são:


  1. Tema - Jobs sempre saca uma frase de efeito que sintetiza a idéia central da palestra. Ela não precisa ser dita de cara. "Hoje a Apple reinventou o telefone" (na introdução do iPhone em 2007) foi proferida depois de 20 minutos no palco.

  2. Entusiasmo - Jobs sempre demonstra entusiasmo por design em suas palestras. A platéia quer ser seduzida, e não posta para dormir.

  3. Didatismo - não permite que sua fala seja obscura. Introduz um assunto com frases do tipo: "Vim falar de quatro coisas. Vou começar por X...".

  4. Números significativos - Jobs não solta estatísticas a esmo. Quando anunciou que a Apple tinha vendido 4 milhões de iPhones, acrescentou: "são 2 mil aparelhos ao dia", para dar uma idéia da magnitude do sucesso.

  5. Momento inesquecível - cria situações de que todo mundo vai lembrar. Na última Macworld, foi quando colocou o ultrafino laptop MacBook Air dentro de um envelope, para mostrar que ele cabe em qualquer lugar.

  6. Auxílio visual - não mostra slides com dados e gráficos. Suas telas são simples. Na última MacWorld, ao mencionar o primeiro tema a ser tratado, o número "1" surgiu na tela cheia. O auxílio visual conduz a palestra.

  7. Show - Jobs inclui videoclips, músicas e até convidados especiais em suas palestras. Na última MacBook dividiu o palco com Paul Otellini, CEO da Intel. Tudo em nome do show.

  8. Sem medo de errar - Jobs iria mostrar algumas fotografias online, mas a tela teimava em ficar em branco. "Acho que o servidor do Flickr está fora do ar", comentou calmamente. E passou ao próximo assunto.

  9. Benefícios - ao apresentar o serviço de locação de filmes do iTunes, disse: "nunca oferecemos locação de músicas, porque as pessoas querem ouvi-las milhares de vezes. Mas poucos desejam ter um filme, pois só assistirão uma ou duas vezes".

  10. Ensaios - funcionários da Apple confidenciaram a Gallo que Jobs ensaia horas a fio antes de uma palestra, para que nada dê errado.

Por: Álvaro Oppermann.

Realmente são 10 itens bem interessantes, mas o mais bacana é descobrir que apesar de todo reconhecimento e notoriedade, Steve Jobs se preocupa em treinar e testar exaustivamente suas apresentações em busca da excelência.

Mesmos os melhores apresentadores, ou melhor, principalmente os melhores, são aqueles que mais se preocupam em treinar e testar seus trabalhos... Se as feras testam suas apresentações, então nós, pobres mortais, devemos testar no mínimo o dobro de vezes.

Para quem gosta de técnicas de apresentação, fiz uma com dicas que aprendi com grandes mestres e também durante uma década ministrando aulas. Na apresentação, incluí também alguns slides capturados de excelentes apresentações sobre o tema, disponíveis para download no slideshare.

29 fevereiro 2008

Quem realmente oferece serviços com qualidade, que jogue a primeira pedra...

Podemos classificar qualidade como sendo a oferta de um determinado produto/serviço, com preço um acessível, que atende as necessidades e expectativas do consumidor e com bom atendimento, pré e, principalmente, pós venda.

Infelizmente não encontramos no Brasil uma significativa oferta de serviços com qualidade.

Concordo com o Sr. Alberto Saraiva, fundador do Habib`s, no Brasil, quando diz que: "A maioria dos comerciantes não completa esse elenco básico de virtudes necessárias à atividade. Quando têm um bom produto, não têm preço. Quando têm um ótimo preço, não têm um bom produto. Quando têm os dois, produto e preço, não tem atendimento."

Tente contar nos dedos nas mãos, empresas que no Brasil oferecem um serviço realmente de qualidade... Que tal com apenas uma das mãos? Ainda assim é uma tarefa difícil de ser cumprida, não é?

Isso porque ainda convivemos com o velho modelo feudal e que ainda está impregnando nossa cultura. Nos principais segmentos da economia, reinam absolutos, grandes e ricos monopólios. E onde não há monopólio, uma grande parcela dos empresários são adeptos da lei de Gerson e querem sempre levar vantagem em tudo.

Seja pelo monopólio ou pelo olho grande dos empresários, é cada vez mais comum ver consumidores insatisfeitos, seja pelo mal atendimento ou pelo produto de baixa qualidade. E não são poucas as vezes em que o serviço ruim, vem acompanhado do péssimo atendimento.

São poucas alternativas para o consumidor, ou eles param de usar um serviço ou recorrem a concorrência, que muitas vezes, não é uma boa alternativa.

É como trocar de operadora de telefonia celular, você pode até perceber melhora em alguns aspectos, mas no todo, irá notar que são todas iguais e niveladas por baixo.

Fidelizam clientes através de seus números proprietários e a oferta barata de novos modelos de celulares, sempre acompanhados de contratos com letras pequenas e planos de longa duração.

Mas como a demanda é ainda muito alta e não temos nenhum concorrente que tenha apresentado um modelo realmente inovador e com foco no cliente, teremos que conviver durante um bom tempo ainda com esse tipo de serviço.

Investem mais tempo e dinheiro na prospecção de novos clientes, do que na fidelização dos antigos. Dá até para imaginar a taxa de churn* nesse segmento.

(* Churm = percentual de clientes insatisfeitos que abandonam uma determinada empresa em busca de melhores serviços na concorrência)

Simplesmente não consigo entender como é possível um cliente novo, receber mais atenção, descontos e todo tipo de paparicos e promoções do que clientes de 4, 6 e 8 anos.

Mas entendo perfeitamente porque pouquíssimas empresas têm coragem de abrir um canal de comunicação direto com seus clientes, como um blog corporativo, por exemplo. Pois além de desconhecerem esses canais e suas possibilidades, não são doidos de se expor com tantos telhados de papel manteiga.

28 fevereiro 2008

Publicada a versão 1.0 do WCAG Samurai para o WCAG 1.0

No último dia 26, foi publicada a versão 1.0 do WCAG Samurai para o WCAG 1.0 (em inglês).

Ainda não li para saber as diferenças entre essa nova versão e a anterior, mas mesmo assim, indico a leitura sem restrições.

Você pode concordar ou não com o que a turminha do Joe Clark criou, mas deve ler, aprender e, se for o caso, listar pontos que considere fora da curva de acessibilidade.

Para os que têm dificuldades com inglês, tenho boas notícias: o amigo Maurício Samy Silva, do Maujor.com, deve fazer a tradução para o português. Já tinha até feito da versão anterior, mas o próprio Joe Clark pediu que ele esperasse um pouco para publicar a versão em definitivo.

Então é só aguardar um pouquinho enquanto o forno esquenta e ele coloca mais um pouco de farinha e fermento na massa do WCAG Samurai em português...

Fonte: 456 Berea Street

Boa leitura!

24 fevereiro 2008

Zona Sul, o site continua inacessível, mas o cardápio em Braille...

Pois é, o site do Supermercado Zona Sul continua inacessível, mas o cardápio em Braille finalmente foi atualizado.

Estava em casa sábado à noite, quando de repente me bateu uma incontrolável vontade de comer a boa velha pizza do Zona Sul, afinal, desde o final do ano que eu não comparecia.

Fui correndo até o mercado mais próximo e pedi uma pizza de atum, tudo bem, pra variar estava em falta, então escolhi uma de presunto. Diga-se de passagem, ela estava muito, mais muito boa. Saca a experiência perfeita (desculpe-me Felipe Memória pelo plágio), mas quando misturamos esses três ingredientes mágicos: fome, desejo e sabor, é só alegria.

Para minha grata surpresa, na hora de pagar a pizza reparei que o cardápio em Braille estava lá, me olhando, bem a vista de todos nós videntes, “nós quem cara pálida?”.

Então perguntei ao caixa se o cardápio em Braille estava atualizado, foi quando uma outra atendente, que já me conhece de outros carnavais, respondeu: ”foi atualizada sim, e da próxima vez, o senhor já pode chamar sua amiga.”

Ela fazia referência a minha amiga Lêda, que é cega e adora um bom papo acompanhado de uma suculenta pizza, mais ainda quando ela pode ler e escolher sozinha o que vai comer.

Quem quiser entender melhor essa história, leia o post: Supermercado Zona Sul: acessibilidade para inglês ver.

Poxa, fiquei feliz... Parabéns ao Zona Sul e sua equipe e espero sinceramente que na próxima atualização no cardápio, vocês não cometam o mesmo imperdoável erro.

Mas como nem tudo são flores, no dia seguinte resolvi dar uma olhada no site do Zona Sul. Logo de cara, nas primeiras linhas de código da página inicial, os importantes botões de: “fechar compra” e “ver o carrinho”, estavam com o seguinte código:


<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="0" width="166">
<tr>
<td>
<a href="...">
<img src="img/btnVerCarrinho.gif" alt="" width="79" height="20" border="0" id="IMG1">
</a>
</td>
<td>
<a href="...">
<img src="img/btnFecharCompra.gif" alt="" width="87" height="20" border="0">
</a>
</td>
</tr>
</table>

Dois links aplicados em imagens sem nenhuma descrição em texto... ainda por cima, dentro de uma desnecessário tabela.

Mas aguardem, pois soube por uma fonte fidedigna que a agência que produziu o site foi procurada pelo cliente, mais ou menos na mesma época em que publiquei o post já comentado acima, em busca de informações sobre acessibilidade. Como quase ninguém lê esse blog, enviar também meus comentários pelo “Fale Conosco” do site.

Como sou cliente de longa data desse mercado, sei que quando há fumaça, normalmente tem fogo, então é esperar para “ver”...

Afinal, alterar um complexo sistema de comércio eletrônico, totalmente fora dos padrões web e das técnicas de acessibilidade, não é uma tarefa trivial. Acho até que “alterar”, não seja bem o verbo que devemos usar nesse caso.

Mas de qualquer modo, vou dar um voto de confiança e esperar mais pela solução acessível.

Amigos, por favor, quero ser supreendido...

11 fevereiro 2008

E tudo acaba em samba ou pizza... ou ainda em cartão corporate...

E o Campus Party não poderia ser diferente, com a presença do ministro da tecnologia, digo, ministro da cultura, o primeiro dia foi-se com um discurso pra lá de "empreendedorismo empreendedor"...

ministro discursando

Quase ovacionado pelo público do Cparty, o excelentíssimo senhor Gilberto Gil levou quase todos ao delírio, eu disse quase todos, com frases de efeito e apoio irrestrito ao software livre. Fechou seu acalorado discurso com a bateria sei lá qual escola da Nenê de Vila Matilde, que apesar de pequena, fez muito barulho. E como toda bateria tem uma madrinha, na frente veio uma mulata cheia de saúde e pra lá de a vontade.

Opa, antes da bateria entrar, ainda tivemos as boas-vindas através dea contagem regressiva feita por um simpático e gringo robozinho que quase ficou preso na polícia federal.

mulata com bateria ao final do discurso do ministro da cultura

Que falta não fez o álcool, a nicotina e o bom-senso em pobres profissionais da tecnologia da informação, a massa ficou embriagada pela política do vatapá livre e para todos.

Parabéns ao ministro do marketing, que ainda deve estar ganhando muito pouco como ministro, mas que por caridade, ajuda a cultura brasileira com suas performances multimídia.

Viva a cultura do Brasil e viva a tecnologia.

Campus Party Brasil 2008 - primeiro dia

No primeiro dia do Campus Party teve muito oba oba, social entre conhecidos e desconhecidos, reconhecimento do ambiente e, pra falar a verdade, nada de muito relevante ainda. Trabalho mesmo apenas para os organizadores do evento que tiveram alguns ajustes de última hora e os jornalistas responsáveis pela cobertura do evento.

eu e o Gustavo jogando tenis no wii

Horácio encostado na parede com o logotipo do Campus Party

Os estandes e os "comes e bebes" fecham às 22h por aqui e, a partir desse horário, nossas opções ficam reduzidas a jogos em rede, bate papo furado, tentar dormir nas confortáveis barracas ou sair pela cidade em busca de cerveja gelada.

Amanhã finalmente começam os trabalhos, palestras, barcamps, etc., e espero fazer escolhas acertadas. O programa é bem variado e eu diria que é também bem confuso. Assim como em um restaurante com uma grande variedade de sabores, ficamos sempre em dúvida e com aquela sensação que iremos escolher o prato errado.

Mas isso faz parte do show e é esperar para ver como será o segundo dia.

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Acabamos indo a um ótimo barzinho na Moema, chamado Juarez. Tomamos uns poucos chopinhos e voltamos correndo, pois depois da meia noite viraríamos abóbora... É isso mesmo, depois das doze badaladas noturnas não poderíamos mais entrar na Bienal.
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