Acessibilidade na Web, Arquitetura da Informação, Criatividade, Design, Estratégia, Gestão de Negócios, Inovação, Internet, Marketing, Sistemas de Informação, Tecnologia, Usabilidade, etc.
A convite do amigo Robson Santos, ministrei parte de uma aula no curso de pós-graduação em Webdesign e interfaces interativas da Univer Cidade. Clique nas fotos para ampliar.
Eu e o Robson entre a professora da segunda turma da pós, se não me engano, ela dá aulas de Identidade Visual, mas não lembro seu nome... Robson, preciso de sua ajuda...
Nós no meio dos alunos da pós.
A princípio, a apresentação seria mais voltada para acessibilidade e design universal, mas tomei a liberdade e alterei um pouco o script e falei sobre "como tornar seu site mais atraente".
Atraente o suficiente para fazer com que o usuário não só visite seu site, mas retorne a ele freqüentemente. Por isso, listei alguns itens que vejo como fundamentais para que um site atenda as necessidades de seus clientes/usuários.
Resumindo, a aula foi bem bacana...é muito bom falar sobre um tema que gostamos e, principalmente, para um público bastante interessado. Obrigado pelo convite Robson, quando precisar, estamos aí...
E aí, gostaria de incluir mais itens na lista? Fique e a vontade...
Quem quiser poderá baixar a apresentação em PPT no SlideShare.
Quarta-feira, dia 22, apresentei uma palestra sobre o tema "Design para Simplicidade" na Rio Info 2007 no painel sobre: acessibilidade, usabilidade e interface. A princípio, falaria sobre acessibilidade, mas por culpa da Microsoft, ou melhor, do office 2007 e de uma pergunta que recebemos sobre a acessibilidade do Google, resolvi mudar o enfoque da apresentação. Como o Bechara do iLearn iria mesmo falar sobre acessibilidade e no final do painel combinamos que passaríamos o vídeo "Acessibilidade na Web: Custo ou Benefício", fiquei tranqüilo ao mudar de foco.
1- Microsoft: na semana de 13 a 17 de agosto, estava fora do Rio e precisei ser substituído em uma aula. Fiz uma apresentação e enviei ao professor substituto. Um pouco antes da aula, ele me ligou dizendo que a apresentação não abria e que a extensão do arquivo era incompatível com seu powerpoint 2003. Ao invés de PPT eu havia salvo como PPTX. Como era possível? Bem, a MS resolveu mudar tudo em seu novo office e para resolver o problema rápido, eu teria que "salvar como" o arquivo em uma versão compatível com o office 2003.
Ai que começou o problema, onde está o Wally, digo, o "Save As"? Simplesmente essa nova versão do Office 2007 não disponibiliza o menu "Arquivo" ou "File" ou qualquer um dos menus a que estávamos acostumados... e não teve santo que me fizesse achar onde estava escondido o comando na nova versão.
Depois de apanhar muito e não achar o comando, meu cliente que já tinha passado pelo mesmo problema com essa nova interface, resolveu ajudar e mostrou onde ficava o "save as". Pois é, depois de 15 anos usando o PowerPoint para fazer apresentações, me senti o maior entre os maiores leigos no assunto. Capturei algumas das telas do office e coloquei na apresentação.
2 - Google: eu e o MAQ fizemos uma apresentação sobre acessibilidade na web segunda, dia 20. Durante a palestra um dos participantes nos fez a seguinte pergunta: O Google é acessível? Minha resposta foi um grande NÃO e um enorme SIM. Estávamos falando do sistema de busca do Google, bem, explico isso na apresentação...
Segue abaixo algumas fotos, a apresentação no slideshare com opção para download em "PPT" compatível com versões anteriores a 2007 e o MP3 meio tosco que gravei da apresentação com meu smartfone. Como não consigo falar sem mexer os braços, não ficou lá nenhuma Brastemp. Além disso, em função do tempo curto, tive que acelerar um pouco e falar mais rápido do que de costume. Para terminar as desculpas, quem tiver paciência de ouvir repetidas vezes a palavra "enfim" usada como vírgula e alguns erros de concordância, pode achar interessante a abordagem do tema e iniciar uma discussão sobre o assunto.
Clique sobre as imagens abaixo para ampliar:
Durante a apresentação na Rioinfo 2007..
Mesa do painel Acessibilidade, Usabilidade e Interface - Márcio Barroso, Diretor Vice-presidente da Softex - Daniel Checchia da Lab 245 - Bechara da iLearn e finalmente eu da Acesso Digital.
Networking após o painel - eu e o Robson Santos entre novos colegas.
No mesmo dia a noite, rolou o encontro da lista de Arquitetura da Informação devidamente registrada pela Paola:
"Aconteceu ontem aqui no Rio mais um encontro de web. Dessa vez, foi no Puebla Café e apreciando Micheladas, tequilas e um pouco da culinária mexicana… uma noite muito agradável!..."
A SmashingMagazine.com fez em março uma pesquisa com 35 designers de diversas partes do mundo selecionados a partir de análises de sites como: Technorati rankings, Alexa rankings, link popularity, 9Rules directory, Design-Feed contributors e mais alguns sites sobre design.
Para cada um dos 35 designers fez 5 perguntas:
o aspecto do design de maior prioridade/importância para você (aspect of design you give the highest priority to)
uma técnica de CSS mais útil e utilizada por você com freqüência. (most useful CSS-technique you use very often)
uma fonte bastante utilizada em seus projetos (font you use in your projects very often.)
livro de design altamente recomendado (design-related book you highly recommend to read.)
Uma revista de design que você lê diariamente/semanalmente (online ou offline). (design magazine you read on a daily/weekly basis (online or offline))
Foram 35 designers. 5 perguntas. 5 respostas precisas. Resultado: 175 sugestões, idéias e dicas
Transcrevo abaixo uma tosca tentativa de tradução/resumo para o português:
A tecnologia deve servir aos homens e não os homens que devem servir as tecnologias
As pessoas não devem achar que fracassaram ao usar uma determinada tecnologia. É uma falha da interface e não do usuário. Assim como os clientes, os usuários sempre têm razão...
Design não é arte!
A arte é um expressão pessoal, um ponto de vista. É sobre a vida, as emoções, os pensamentos e idéias de um determinado artista.
Na outra mão, design é para ser usado. O designer precisa que alguém use (não apenas admire) as interfaces que desenvolve. O design não tem nenhum propósito se não for para as pessoas usarem.
Quando uma arte é apreciada, as pessoas falam “eu gostei daquilo”. Quando gostam de um design, eles dizem “aquilo funciona bem”. Isso não é por acidente. Bom design é quando alguma coisa funciona bem.
A experiência pertence ao usuário.
Os designer não criam experiências, eles criam artefatos para a experiência. Esta simples distinção faz toda a diferença, ela coloca o designer a serviço do usuário, e não o usuário a serviço do designer.
Um ótimo design é invisível.
Um grande design funciona tão bem que nós nos esquecemos do grande esforço criativo que foi responsável por esse resultado. Já um design ruim, é bastante obvio, pois ele incomoda muito ao ser usado. É bisonho, difícil e complexo. É uma grande ironia, mas é muito mais fácil reparar em um design ruim, do que em um bom.
Simplicidade é o supra-sumo da sofisticação
Como disse Saint Exupery, “um designer sabe que atingiu a perfeição, não quando não há mais nada para adicionar, mas quando não há mais nada para ser retirado.”
Simplicidade é saber o que manter e o que jogar fora... isso acontece como mágica quando funciona, porque nenhuma complexidade é transferida aos usuários.
Isso me fez lembrar um interessante texto com título "Simples, Lógico, Possível" do Edward De Bono, que deveria ser adotado por todos governantes e desenvolvedores de interfaces: SIMPLES, LÓGICO, POSSÍVEL
"...Sugiro que cada país tenha um Instituto Nacional da Simplicidade, que se transformaria em um órgão de referência. Se o governo propusesse novas regulamentações esse órgão poderia dizer: ´São complicadas demais, é preciso deixá-las mais simples´. Desse modo, haveria algum defensor da simplicidade, assim como temos organismos defensores dos animais e outros..."
Edward de Bono é um estudioso dos processos do pensamento e notabilizou-se pelo conceito de “pensamento lateral”, difundido com muito sucesso no mundo inteiro. Escreveu mais de meia centena de livros.
Especialista em design, acessibilidade e usabilidade, tem 15 anos de experiência em sistemas de informação, 10 em Internet. Consultor e pesquisador da Acesso Digital, é editor do site Internativa, professor do curso de Análise de Sistemas da ESCM e da Pós-Graduação em Gestão em Marketing Digital da FACHA.
Mestrando em Informática pela Unirio.