Saltar para o conteúdo | Saltar para o menu lateral
Mostrando postagens com marcador deficientes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador deficientes. Mostrar todas as postagens

24 maio 2007

Hoje é dia de cineminha grátis - vídeo: “Acessibilidade na Web: custo ou benefício?”

Vídeo - Acessibilidade na Web: Custo ou Benefício?
Data e hora: 24 de maio de 2007, às 19h.
Local: Auditório do SENAC RIO - Rua Santa Luzia, 735 - 7º andar - Centro - Rio de Janeiro - Brasil.
Dica: próximo ao Metrô Cinelândia, saída Av. Rio Branco.
Informação: o local tem acessibilidade para pessoas com deficiência.
Apoio: Seprorj, Sebrae/RJ e Senac RIO.

Após o vídeo vai rolar mesa redonda com as seguintes figuras:

Quem não puder ir no lançamento, poderá baixar o vídeo completo ainda hoje, no final da tarde, em nosso site: Acesso Digital.

[upload]

Mesmo com o frio e chuva, depois do evento vamos tomar alguns chopinhos pelo centro do Rio. A primeira rodada de chope ou coca-cola, para os que não bebem, é por minha conta...

[/upload]

16 maio 2007

Portais do governo serão adaptados para cegos...Será... Será...Será...

Essa notícia tinha tudo para ser comemorada, mas fico realmente preocupado com um possível desperdício de tempo e dinheiro...

"BRASÍLIA - Os portais do governo federal serão adaptados para acesso por portadores de deficiência visual.

Uma portaria da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, publicada na semana passada, traz recomendações para que todos os 26 mil links do governo federal sejam adaptados ao acesso das mais de 16,5 milhões de pessoas que têm algum tipo de deficiência, em especial os deficientes visuais.

A informação é do secretário Rogério Santanna, que disse que todos os órgãos governamentais deverão se adaptar o mais rapidamente possível às exigências de acessibilidade para pessoas deficientes.

A secretaria vai fornecer um software, chamado "Silvinha", que foi desenvolvido em conjunto com a organização não-governamental Acessibilidade Brasil.
..."

Fonte: Info Online

Andei dando uma olhada em alguns sites do governo com selinho de acessibilidade e com "bunitus e muuuderrrnus" efeitos que permitem ao usuário aumentar e diminuir a fonte e escolher entre no mínimo umas três opções de cores de fundo e texto. Sites com selo do validador de acessibilidade brasileiro "Da Silva" e, que assim, são considerados acessíveis pelos seus mantenedores.

O problema é que isso não é bem verdade. Claro que estão muito mais acessíveis que nas suas versões anteriores que utilizavam em tabelas aninhadas e nenhuma técnica de acessibilidade. Mas pecam em confiar tanto em um selo de acessibilidade e em não realizarem testes com outros validadores, especialistas e usuários com diferentes necessidades - leia-se aqui: cegos, surdos, deficientes motores, idosos, leigos, etc.

Mesmo usando apenas os testadores automáticos de acessibilidade, a maioria desses sites com selinho de acessibilidade, senão todos, não passam pelos validadores: Watchfire WebXACT, eXaminator ou Hera e alguns pelo próprio Da Silva. Isso sem contar que nem de longe passaram pelos validadores do W3C para (X)HTML e CSS.

A partir desse resultado, resolvi pedir a opinião de alguns amigos deficientes e a resposta foi que, apesar de estarem em sua maioria teoricamente "acessíveis", apresentam uma acessibilidade capenga, ou seja, preparada para passar em validadores, e não para facilitar a navegação de quem realmente precisa de acessibilidade.

Escrevi um artigo 2 anos atrás e infelizmente desconfio que ele nunca esteve tão atual: "O selo não garante a acessibilidade".

Para terminar, volto a fazer algumas das mesmas perguntas que fiz nesse mesmo blog quando venceram os dois anos de prazo do decreto de lei de acessibilidade nº5.296:

Será que bastará ter o selinho de acessibilidade de um validador automático qualquer, para se safar?

E se um site estiver acessível e não tiver aplicado o selinho, o que será que vai acontecer?

Como o governo espera saber exatamente quem cumpriu ou não o decreto?

Quem vai testar e comprovar se os infinitos sites e suas intermináveis páginas estarão mesmo acessíveis?

10 abril 2007

Acessibilidade é bom e todo mundo gosta

Muito bacana esse post do "Khristofferson" - eita nomezinho pouco acessível :) - sobre sua experiência tentando pegar um ônibus com uma nova catraca, muito pouco acessível.

Nada como sentir na pele, para compreender melhor a importância da acessibilidade e usabilidade.

Link para o post: Acessibilidade é bom e todo mundo gosta

Semelhante ao Khris, esse cadeirante português abaixo, resolveu colocar a mão na massa, digo, a marreta na massa e tornar literalmente esse "meio fio" mais acessível.

Quebrar barreiras


"Remoção de barreiras arquitectónicas. O grito silencioso da marreta mostra à saciedade que a cidadania também se faz de mobilidade."



Imagine o que os usuários podem fazer com o seu site/empresa utilizando "marretas virtuais"...

18 março 2007

Logotipo para Bengala Legal e matéria no G1 com o MAQ

O meu amigo Marco Carlos, digo, Marco Antonio de Queiros, o MAQ, me pediu para criar um logotipo para seu site BengalaLegal.com.

Aos pouco ele tem alterado o visual de seu muito bom e informativo site. A carinha ainda é praticamente a mesma de quando começou em 2000, mas aos poucos, algumas pequeninas mudanças vão sendo implementadas.

Como por exemplo, retirar a textura de fundo para tornar o design mais limpo e o texto fácil de ler. Retirou também, pelo menos do campo visual, o contador de visitas. Era algo como, "você é o visitante número 21001 dessa página".

MAQ justificou que para os cegos, a informação de quantos visitantes a página teve é muito importante, principalmente porque, quando começou em 2000, muitos desses contadores eram imagens sem alternativa em texto, portanto, inacessíveis para eles. Sempre ouviam "você é o visitante número ... dessa página".

Voltando ao tema desse post, o MAQ me pediu para criar um logotipo para seu site e apesar de não ser nenhum especialista em marcas, resolvi aceitar o desafio e tentar criar algo.

O nome bengala legal vem da idéia do MAQ de mostrar - para quem não sabe - que uma pessoa cega pode ser tão feliz e divertida (legal) como qualquer outro vidente. É assim que chamam as pessoas sem deficiência visual.

Então, “baseado” nessa premissa, tive a idéia de brincar com o smiley da página e com o nome bengala legal.

Acabei gostando do resultado e o MAQ também. Apesar de não ver, ele gostou da idéia e o feedback de seus amigos e parentes sobre o logo, não poderiam ser melhores.

Foi o que disse para ele, o processo de criação de um logo, pelo menos para mim, pode tanto sair em meia hora numa única versão, como demorar semanas e atravessar várias edições.

Bem, chega de falar... vejam o logo bem-humorado do Bengala Legal. Pelo menos uma coisa tenho certeza, ele ficou a cara do MAQ... quem o conhece, pode assinar em baixo.



logotipo da Gengala Legal



Falando em MAQ, saiu esta semana uma matéria com ele no G1 com o título: “Adaptação de tecnologia leva web aos cegos”.

03 dezembro 2006

Homenagem ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.

3 de dezembro de 2006

Acessibilidade Digital é o tema do dia internacional das pessoas com deficiência de 2006. O objetivo é melhorar o acesso às novas tecnologias de informação, tais como Internet e dispositivos moveis, etc.

Ontem, dia 2 de dezembro, venceu o prazo de 24 meses para que todos os sites de administração pública tornassem seus conteúdos e principalmente seus serviços acessíveis para pessoas portadoras de deficiência visual, segundo o do decreto de lei nº 5296.

Não é pessimismo, até porque eu sou um otimista por natureza, mas pelo sites públicos que tive oportunidade de analisar, acredito que ainda estamos muito longe de serviços públicos via Internet verdadeiramente acessíveis.

Mas para não deixar passar em branco esse importante dia, aproveitei a idéia da campanha "Acesso de Humor", enviada pela Marta Gil (e-mail) da Rede Saci na lista de acessibilidade e resolvi fazer a minha parte!

Criei uma tirinha de humor "meio negro" sobre as barreiras digitais da acessibilidade, meia tosca confesso, mas que me divertiu bastante.
O objetivo foi tentar fazer com que qualquer internauta que acesse o cartoon, seja empresário, desenvolvedor, consumidor, etc., pare um pouquinho que seja, e pense a respeito dos problemas que as barreiras digitais e culturais podem causar.

Para ver a tira em seu tamanho original, com maior nitidez, acesse o link na imagem a seguir:

Usuário liga para 0300... Boa tarde, não consigo achar o link do cadastro, poderia me ajudar? - Claro Senhor! Clique na imagem verde com o texto 'cadastre-se' em vermelho. Na terceira coluna à direita, logo abaixo do banner. - Como espera que eu clique sobre uma imagem verde, se eu não posso ver, nem usar o mouse? - Não pode ver? Só falta o senhor falar que é cego e que está acessando um site de comércio eletrônico para comprar uma TV...risos...
Descrição: a tirinha mostra o dialogo telefônico entre um cego com dificuldades para se cadastrar em um site de comércio eletrônico e um atendente do setor de serviços à clientes.

Usuário cego liga para o 0300...
- Boa tarde, não consigo achar o link do cadastro, poderia me ajudar?
- Claro Senhor! (responde o atendente do site)
- Clique na imagem verde com o texto 'cadastre-se' em vermelho. Na
terceira coluna à direita, logo abaixo do banner.
- Como espera que eu clique sobre uma imagem verde, se eu não posso
ver, nem usar o mouse? (pergunta o usuário já um pouco fora de seu
estado normal)
- Não pode ver? Só falta o senhor falar que é cego e que está acessando um site de comércio eletrônico para comprar uma TV...risos (atendente aos risos achando que acabou de dizer algo impossível de acontecer)


Quer ajudar nesse lento processo de mudança cultural? Então crie sua própria tirinha, ou se quiser, inclua essa tira em seu blog/site ou mande por e-mail para seus amigos...

28 novembro 2006

Seu menu dropdown funciona com o teclado?

“Uma das coisas mais importantes ao se tornar um site acessível é assegurar-se de que é possível navegar integralmente pelo site e acessar qualquer informação usando o teclado.”

O Bruno postou em seu blog Brunotorres.net, uma importante questão sobre a usabilidade e acessibilidade dos menus dropdown. Da forma como a maioria desses menus foram construídos, só atendem aos usuários que podem fazer uso do mouse, ou seja, quem acessa apenas via teclado ou usa o mouse com dificuldades, não tem como acessar os subitens destes menus.

Exemplo do efeito do menu dropdown antes e depois do evento onmouseover:

menu horizontal com 5 links
menu anterior com o link Educação apresentando suas 7 subopções. Evento gerado pelo ponteiro do mouse sobre o item.
Esse recurso beneficia todos os usuários e não só aos cegos com seus leitores de tela e aos deficientes motores impossibilitados de usar o mouse, mas também qualquer pessoa que tenha ou passe por algum problema ou limitação.

Fotos de pessoas que têm dificuldades e pouca precisão no uso do mouse:
deficiente motor utilizando o mouse com dificuldades
mãos de um idoso utilizando o mouse com dificuldades
Pode parecer exagero, mas qualquer um de nós pode, em determinada situação, ficar impossibilitado mesmo que temporariamente, de usar o mouse.

Um braço quebrado, uma tendinite, um óculos danificado, o mouse sujo, ou ainda, a necessidade de usar um determinado dispositivo com limitações. Por estas e outras tantas razões, não poderemos utilizar o mouse com precisão, ou simplesmente, não poderemos usar o mouse, sendo a única saída então o teclado.

Outro argumento, é que alguns usuários preferem usar o teclado ao mouse, então por que não aplicar o acesso ao menu dropdown também via teclado para que esse usuário tenha a liberdade de decidir como quer acessar?

Saltos (links internos) para o conteúdo principal, sistema de busca e menu interno, quando aplicados no início das páginas ou em alguns outros lugares estratégicos, dependendo da ocasião, aumentam bastante a usabilidade dos sites para quem usa apenas o teclado, mas isso é assunto para outro post.

Em seu artigo, Bruno lista algumas técnicas simples para tornar esses menus acessíveis via teclado e prometeu que irá fazer um follow-up com outras técnicas em breve, vamos aguardar.

E como ele muito bem colocou: “agora você não tem mais motivo para dizer que seu submenu não funciona com o teclado...”

03 novembro 2006

Um site acessível para cegos é necessariamente acessível para surdos?

Muito se fala de acessibilidade digital para deficientes visuais, até mesmo o decreto de Lei brasileiro Nº5.296 faz menção que: "todos os portais e sites da administração pública deverão ter obrigatoriamente seus conteúdos acessíveis para pessoas portadoras de deficiência visual, garantindo-lhes o pleno acesso às informações disponíveis". Mas e as outras deficiências? Tornar um site acessível para deficientes visuais é o suficiente para atender a todas as pessoas com necessidades especiais?

Por um lado, isso pode até ser verdade, afinal, o deficiente motor e o visual normalmente interagem com as páginas de um site através do teclado. Seguindo essa lógica, ao criar uma página acessível e fácil de usar mesmo sem o mouse, ou seja, navegando apenas com o teclado, poderemos dizer então, que um site acessível para deficientes visuais também é para deficientes motores.

Mas será que essa lógica pode realmente garantir que sites acessíveis para deficientes visuais, também sejam para deficiências motores em suas mais diferentes necessidades?

Trocando um pouco de foco, será que essa mesma lógica também é valida para os deficientes auditivos?

Não seria melhor fazer testes com diferentes usuários e, a partir dos resultados, definir quais são as principais características que devem ser aplicadas para atender a todas as necessidades especiais?

Quando falamos de acessibilidade digital para surdos, o principal problema que nos vem a mente é a falta de legendas em filmes, vídeos e animações, transcrição em texto de artigos e conversas gravadas e disponibilizadas via podcasting, etc.

O problema é que, além dessas limitações mais aparentes, existem outras barreiras que não são assim tão obvias e, por isso, são ignoradas e deixadas de lado.

“Fazer a comparação cego/surdo é um pouco antagônica ... O cego pode ouvir, por isso cria registros corticais que, digamos assim, podem ser entendidos como que "o esqueleto" de suporte para que uma estrutura lingüística e fonética se possa formar. Depois desta, e só depois, é que é feita a alfabetização da pessoa cega através do Braille; o que com a pessoa surda não poderá acontecer.”

Texto do português José Pedro Amaral, surdocego - surdo total e com baixa-visão - bi-implantado na lista de acessibilidade do Yahoo.

Como colocou o José Pedro, o deficiente visual aprende primeiro o português para só depois aprender o braile. Já o surdo, aprende a língua brasileira dos sinais (Libra) e depois o português. O grande problema continua sendo a falta de informação, principalmente dos profissionais da educação... Por pura ignorância no assunto e baixa capacitação profissional, pensam que o surdo é menos capaz.

Em resposta a esses e outros "preconceitos", apresento a frase - ou slogan - da minha escola de samba, o Salgueiro: nem melhor, nem pior, apenas diferente.

Infelizmente a humanidade ainda não aprendeu a lidar com as diferenças e tem muita dificuldade em compreender o desconhecido, o diferente, o novo. Mudanças também não são bem-vindas em sua maioria e, parafraseando o filosofo Heráclito: "Os cães ladram para o que não compreendem". Além das escolas e universidades, infelizmente essa dificuldade também se reflete na maioria das empresas, associações, etc.

Para agravar o problema da acessibilidade, a língua de sinais é bastante limitada se compararmos com o português. Se muitas vezes, pessoas sem nenhum tipo de deficiência têm dificuldades de entender um texto complexo, imaginem um surdo que não teve acesso a uma educação eficiente as suas necessidades.

"é importante que as pessoas surdas tirem cursos superiores, caso contrário os "ouvintes" vão continuar a pensar que temos menos capacidades".
António Pisco, ficou surdo aos 18 anos e atualmente cursa 2.º ano do curso de Educação Física e Desporto na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologia.

Fica mais fácil de entender as diferenças com exemplos:

”Os motivos são diversos, o fato é que a conversão de palavras comuns, como logradouro e filiação, para libras é complicada e quando o surdo se depara com elas em formulários é um problema... além disso ainda existem as metáforas que são difíceis de serem explicadas ao surdo, tipo caiu o dinheiro na conta...para o surdo cair é cair de tombo”

Texto retirado de uma mensagem de Edson Constantino na lista de acessibilidade do Yahoo.

Pela limitação natural da língua dos sinais em representar todas as palavras do nosso rico português, se o texto for rebuscado, obscuro ou complexo, tornar-se-á uma barreira natural para acessibilidade.

Não entendeu? Tudo bem, então não deixe de ler a história do lobo mau e da chapeuzinho vermelho produzida pelo professor surdo-mudo Francisco Goulão. O mais bacana dessa história e que ela é dividida em duas, na primeira coluna é contada em português e na segunda, em língua dos sinais e com a sua tradução literal para o português.


Chapeuzinho vermelho falando para o lobo mau em linha portuguesa: mora perto do moinho e do lago, ao lado da grande árvore. Lingua de sinais: moinho perto lago lado árvore grande.

Ao ler essa historinha, "minha ficha caiu" - olha o uso de mais uma metáfora. Mas com ajuda do Mestre, as diferenças entre as línguas ficaram muito mais claras.

somos surdos - somos felizes

Conclusão: a única solução para atender a surdos e “Troianos” e, por tabela, todos usuários, é aplicando a boa e velha receita de bolo: quanto menos, mais. Ou seja, se podemos simplificar, para que complicar?


"Complicar o simples é fácil. Criatividade é tornar o complicado em simples."
Contrabaxista Charles Mingus.



exemplo do aplicativo que transforma texto em lingua de sinais
Dica de software:

- software que transforma o texto escrito em uma animação para a linguagem brasileira de sinais.

Dica enviada por: Walmar Andrade - www.fatorw.com

- Blog do Professor surdo/mudo Francisco Goulão.

19 outubro 2006

Deficiente traz vantagens às empresas, diz único procurador cego do Brasil

Acessibilidade e inclusão X Lucratividade

Aos poucos o paradigma do assistencialismo vai dando lugar a um novo modelo, onde a pessoa como deficiência passa a ser vista como um recurso muito capaz e a diversidade, como uma vantagem competitiva...

Vejamos abaixo o interessante testemunho desse valente brasileiro:

'O procurador do Trabalho Ricardo Tadeu Marques da Fonseca é exemplo na luta pelos deficientes. Nos seus 15 anos de Ministério Público, Fonseca teve que superar muitos desafios para chegar onde está: ele é o único membro do MP no país com deficiência visual.

Em entrevista a Última Instância, falou de sua participação na elaboração de tratado na ONU (Organização das Nações Unidas) sobre o direito dos deficientes e chamou a atenção das empresas para as potencialidades que um deficiente pode trazer.

“A inserção de deficientes tem propiciado uma aproximação da equipe, sem falar na imagem que a empresa passa a ter junto a clientes e fornecedores. A convivência humaniza as relações, mostra que é possível vencer barreiras e motiva. Você vê uma pessoa sem os dois braços digitando com os pés, ‘rápido prá chuchu’...Isso tem um efeito que dispensa mil discursos motivacionais”, diz.

Segundo Fonseca, o grande desafio é “descobrir nas deficiências as potências”. “O problema é que há milênios nós estamos acostumados a ver as pessoas com deficiência como carentes, assistíveis. E não se vê as capacidades. É isso que a gente tem mostrado aos empresários”, afirma.'

Leia aqui, toda a entrevista com o Procurador Ricardo Tadeu

 
Clicky Web Analytics