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14 setembro 2007

Frase 02: dê ao usuário o que ele precisa, não o que ele diz que precisa...

Give users what they actually want, not what they say they want. And whatever you do, don't give them new features just because your competitors have them!
Kathy Sierra.


É preciso resistir a tentação de incluir novas funcionalidades a cada solicitação do usuário, ou porque simplesmente o seu concorrente acabou de incluir novidades em sua nova versão.

"...Complexidade é o que acontece quando a indústria empurra as vendas acrescentando 'excitantes'; novos recursos..." .
Trecho do artigo Em busca da simplicidade - Revista InfoExame.

De que adianta incluir tantos recursos e novos itens a interface, se os usuários não dão conta nem dos antigos...

Por que será que o IPOD vende mais que todos seus concorrentes juntos?

Ok, vai me responder que é mais bonito, que a marca é forte, que é modismo, etc. Tudo bem, isso também é verdade, mas será que o IPOD venderia o que vendeu, se ele tivesse todos os recursos disponíveis nos tocadores de MP3 da concorrência?
Só para lembrar, ele é um simples tocador de MP3, enquanto seus concorrentes, além de tocarem MP3, gravam voz e rádio FM...

24 agosto 2007

RioInfo 2007 - Slides, Fotos e MP3 da apresentação: Design para Simplicidade

Quarta-feira, dia 22, apresentei uma palestra sobre o tema "Design para Simplicidade" na Rio Info 2007 no painel sobre: acessibilidade, usabilidade e interface. A princípio, falaria sobre acessibilidade, mas por culpa da Microsoft, ou melhor, do office 2007 e de uma pergunta que recebemos sobre a acessibilidade do Google, resolvi mudar o enfoque da apresentação. Como o Bechara do iLearn iria mesmo falar sobre acessibilidade e no final do painel combinamos que passaríamos o vídeo "Acessibilidade na Web: Custo ou Benefício", fiquei tranqüilo ao mudar de foco.

1- Microsoft: na semana de 13 a 17 de agosto, estava fora do Rio e precisei ser substituído em uma aula. Fiz uma apresentação e enviei ao professor substituto. Um pouco antes da aula, ele me ligou dizendo que a apresentação não abria e que a extensão do arquivo era incompatível com seu powerpoint 2003. Ao invés de PPT eu havia salvo como PPTX. Como era possível? Bem, a MS resolveu mudar tudo em seu novo office e para resolver o problema rápido, eu teria que "salvar como" o arquivo em uma versão compatível com o office 2003.

Ai que começou o problema, onde está o Wally, digo, o "Save As"? Simplesmente essa nova versão do Office 2007 não disponibiliza o menu "Arquivo" ou "File" ou qualquer um dos menus a que estávamos acostumados... e não teve santo que me fizesse achar onde estava escondido o comando na nova versão.

Depois de apanhar muito e não achar o comando, meu cliente que já tinha passado pelo mesmo problema com essa nova interface, resolveu ajudar e mostrou onde ficava o "save as". Pois é, depois de 15 anos usando o PowerPoint para fazer apresentações, me senti o maior entre os maiores leigos no assunto. Capturei algumas das telas do office e coloquei na apresentação.

2 - Google: eu e o MAQ fizemos uma apresentação sobre acessibilidade na web segunda, dia 20. Durante a palestra um dos participantes nos fez a seguinte pergunta: O Google é acessível?
Minha resposta foi um grande NÃO e um enorme SIM. Estávamos falando do sistema de busca do Google, bem, explico isso na apresentação...

Segue abaixo algumas fotos, a apresentação no slideshare com opção para download em "PPT" compatível com versões anteriores a 2007 e o MP3 meio tosco que gravei da apresentação com meu smartfone. Como não consigo falar sem mexer os braços, não ficou lá nenhuma Brastemp. Além disso, em função do tempo curto, tive que acelerar um pouco e falar mais rápido do que de costume. Para terminar as desculpas, quem tiver paciência de ouvir repetidas vezes a palavra "enfim" usada como vírgula e alguns erros de concordância, pode achar interessante a abordagem do tema e iniciar uma discussão sobre o assunto.

Clique sobre as imagens abaixo para ampliar:

eu durante a apresentação na Rioinfo 2007.
Durante a apresentação na Rioinfo 2007..

mesa do painel Acessibilidade, Usabilidade e Interface - Márcio Barroso, Diretor Vice-presidente da Softex - Daniel Checchia da Lab 245 - Bechara da iLearn e eu da Acesso Digital.
Mesa do painel Acessibilidade, Usabilidade e Interface - Márcio Barroso, Diretor Vice-presidente da Softex - Daniel Checchia da Lab 245 - Bechara da iLearn e finalmente eu da Acesso Digital.

NEtworking após palestra com Robson Santos e ourtos colegas.
Networking após o painel - eu e o Robson Santos entre novos colegas.

Slides no Slideshare:



Gravação em MP3 da apresentação:
Design para Simplicidade - arquivo MP3 - tamanho 24MB - Duração 25 minutos.


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No mesmo dia a noite, rolou o encontro da lista de Arquitetura da Informação devidamente registrada pela Paola:

"Aconteceu ontem aqui no Rio mais um encontro de web. Dessa vez, foi no Puebla Café e apreciando Micheladas, tequilas e um pouco da culinária mexicana… uma noite muito agradável!..."

Foto encontro web rio de janeiro agosto 2007
Robson Santos, Horácio, Edson, Magalí, Cláudia, André, Peterson, Luiz Agner, Paola e Chaves.

Mais sobre o encontro e outras fotos no blog da Paola.


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10 março 2007

Cinco princípios de design que deveriam ser mandamentos…

Achei tão fantástico os 5 princípios do design (Five Principles to Design) de Joshua Porter, que ao invés de princípios, eles deveriam ser mandamentos.

Transcrevo abaixo uma tosca tentativa de tradução/resumo para o português:

  1. A tecnologia deve servir aos homens e não os homens que devem servir as tecnologias

    As pessoas não devem achar que fracassaram ao usar uma determinada tecnologia. É uma falha da interface e não do usuário. Assim como os clientes, os usuários sempre têm razão...

  2. Design não é arte!

    A arte é um expressão pessoal, um ponto de vista. É sobre a vida, as emoções, os pensamentos e idéias de um determinado artista.

    Na outra mão, design é para ser usado. O designer precisa que alguém use (não apenas admire) as interfaces que desenvolve. O design não tem nenhum propósito se não for para as pessoas usarem.

    Quando uma arte é apreciada, as pessoas falam “eu gostei daquilo”. Quando gostam de um design, eles dizem “aquilo funciona bem”. Isso não é por acidente. Bom design é quando alguma coisa funciona bem.

  3. A experiência pertence ao usuário.

    Os designer não criam experiências, eles criam artefatos para a experiência. Esta simples distinção faz toda a diferença, ela coloca o designer a serviço do usuário, e não o usuário a serviço do designer.

  4. Um ótimo design é invisível.

    Um grande design funciona tão bem que nós nos esquecemos do grande esforço criativo que foi responsável por esse resultado.
    Já um design ruim, é bastante obvio, pois ele incomoda muito ao ser usado. É bisonho, difícil e complexo. É uma grande ironia, mas é muito mais fácil reparar em um design ruim, do que em um bom.

  5. Simplicidade é o supra-sumo da sofisticação

    Como disse Saint Exupery, “um designer sabe que atingiu a perfeição, não quando não há mais nada para adicionar, mas quando não há mais nada para ser retirado.”

    Simplicidade é saber o que manter e o que jogar fora... isso acontece como mágica quando funciona, porque nenhuma complexidade é transferida aos usuários.


Isso me fez lembrar um interessante texto com título "Simples, Lógico, Possível" do Edward De Bono, que deveria ser adotado por todos governantes e desenvolvedores de interfaces:

SIMPLES, LÓGICO, POSSÍVEL


"...Sugiro que cada país tenha um Instituto Nacional da Simplicidade, que se transformaria em um órgão de referência. Se o governo propusesse novas regulamentações esse órgão poderia dizer: ´São complicadas demais, é preciso deixá-las mais simples´. Desse modo, haveria algum defensor da simplicidade, assim como temos organismos defensores dos animais e outros..."

Edward de Bono é um estudioso dos processos do pensamento e notabilizou-se pelo conceito de “pensamento lateral”, difundido com muito sucesso no mundo inteiro. Escreveu mais de meia centena de livros.

01 fevereiro 2007

A criatividade vence a força

Virada de mesa da empresa que manteve seu foco na simplicidade, criatividade e, principalmente, nos gostos e desejos de seus consumidores.

Na reportagem da revista Época de 22 de janeiro, descreve como a Nintendo com seu, simples e inovador Wii está ganhando a guerra sobre a Sony, líder do mercado de videogames nos últimos 10 anos, com seu poderoso Playstation 3.

O PS3 é o console mais poderoso do mundo com 7 processadores que apresentam gráficos impressionantes... ele saí nos EUA por 499,00 - 250,00 doletas a menos que o custo de seus sofisticados componentes, diz a Sony, que espera recuperar o prejuízo do hardware com a venda de jogos.

O problema é que, apesar da alta definição das imagens, a primeira leva de jogos decepcionou os fãs pela falta de inovações e, para piorar, os programadores dizem que é difícil fazer jogos para o PS3.

Estratégia bem diferente teve a Nintendo com o seu novo lançamento, o Wii. Baseou-se na inovação e facilidade de uso de seu novo console, para retornar a liderança desse segmento, depois de 10 longos anos.

Com o foco em seus consumidores, percebeu que eles estavam mais interessados em jogos criativos do que por games com gráficos complexos e difíceis de usar.

O Wii vem com um Joystick que lembra um controle remoto de TV com um sensor de movimentos que permite que o jogador dê um soco no ar e seu personagem, no game, faça o mesmo.

A Sony chorou e disse que o Wii está vendendo mais – em torno de 750 mil cópias mensais contra 450 mil do PS3 – porque o preço é a metade do seu console, mas os analistas discordam. “A vantagem da Nintendo foi inovar na direção que os consumidores estavam querendo”.

Na verdade não nem um pouco fã de games, mas bem que fiquei com uma baita vontade de experimentar o Wii.

Que tenha servido de lição para a Sony e tantas outras “grandes empresas”.

Fonte: A Sensibilidade venceu a força – Revista Época de 22 de janeiro de 2007.

 
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