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26 janeiro 2008

Fatos, fotos e slides de 2007 - parte 2

Julho

Uma pesquisa do Ipea, mostrou que 98,3% das indústrias brasileiras não são inovadoras. Apenas 1,7% é inovador e responsável por mais de 25% do faturamento de todas elas juntas.

Todos sonham com a vantagem competitiva, mas sem incentivo e uma cultura que promova a inovação, a maioria das empresas brasileiras vão continuar atuando como meros espectadores diante desse competitivo e globalizado mercado.

Agosto

Acesso digital capacitou a equipe da prefeitura de Angra dos Reis.

Realizamos o treinamento da equipe de desenvolvimento web da prefeitura de Angra dos Reis em Acessibilidade Web e Web Standards.

Ficamos surpresos com o alto nível técnico da equipe, assim como o grande interesse de todos pelo tema.

Palestra na Rioinfo.

Pelo segundo ano consecutivo fui palestrante da Rioinfo. Dessa vez foi no painel de acessibilidade, usabilidade e interface, onde apresentei o tema: "Design para Simplicidade".



Disponibilizei também a gravação em MP3 que fiz durante a apresentação:

Design para Simplicidade - arquivo MP3 - tamanho 24MB - Duração 25 minutos.

Setembro.

Roger Johansson – do ótimo, 456 BEREAst.com, publicou o útil artigo: 10 ferramentas para checar o contraste entre cores.

Outubro.

9ª Conferência sobre Portais Corporativos - IBC

Voltei a participar do evento do IBC, desta vez no Painel sobre Inovações e Tendências na 9ª Conferência sobre Portais Corporativos - IBC, palestrando sobre Podcast, WebCast e Inovações em Design.


EBAI - primeiro encontro brasileiro de arquitetos da informação.


Na mesma semana do evento do IBC, rolou em São Paulo o primeiro e memorável encontro de arquitetos da informação, o EBAI.

foto com os participantes do EBAI - encontro brasileiro de arquitetura da informação sobre o palco


Outras fotos foram publicadas pelos arquitetos e fotógrafos amadores no Flickr e podem ser encontradas através de uma simples busca pelo tag EBAI.

O evento foi excelente e entre os muitos trabalhos apresentados, tivemos o artigo da Lêda: Acessibilidade Web: Sete Mitos e Um Equívoco.

Barcamp Rio


Em pleno domingão, rolou o primeiro Barcamp Rio, na PUC-RIO - Gávea. Fiquei apenas na parte da manhã, mas mesmo assim valeu a pena. Muita troca de experiências e idéias com uma galerinha relevante da blogosfera carioca e paulista.

Aula na pós em Marketting Digital da Facha.

Depois do Nino Carvalho (Marketing de Relacionamento Online), Paulo Rodrigo Teixeira (Otimização em Mecanismos de Busca) e Vicente Tardin (Comunidades e Relacionamento), foi a minha vez de encarar a excelente turma da Pós-Graduação em Gestão em Marketing Digital com a cadeira Experiência do usuário e Usabilidade. Não me decepcionei nem um pouco, a turma é realmente ótima e além de alunos, fiz grande amigos.

O curso tem a Coordenação do Prof. Bruno Rodrigues e já estão abertas as matrículas para segunda turma que tem início no dia 10 de março de 2008, às segundas e quartas-feiras.

Novembro

WORKSHOP W.A.I.U. (Acessibilidade, Arquitetura da Informação e Usabilidade)


logotipo do 1º Workshop de AI, Acessibilidade e Usabilidade
Apesar dos problemas com a infra-estrutura, sem ar condicionado o dia inteiro e sem internet na parte da manhã exatamente quando a Acesso Digital mais precisava, a experiência foi muito boa e o feedback excelente tanto da apresentação da Acesso Digital como do workshop como um todo.

Uns 40% dos presentes já tinham assistido ao nosso vídeo: Acessibilidade na Web: Custo ou Benefício, mas mesmo assim, pelo voto democrático, passamos novamente.

Mesmo no sábado e do calor quase insuportável as vezes, as mais de 300 pessoas permaneceram no local até o final para assistir além da Acesso Digital, a apresentação do Frederick van Amstel e Amyris Fernandez falando de usabilidade e da Carolina Leslie e Luciana Cattony sobre Arquitetura da Informação.

Para ter acesso as apresentações, basta procurar por WAIU no slideshare http://slideshare.net ou clicar logo no:link direto para as apresentações.

Nossa apresentação:


Dezembro

Lançamento do livro: "Construindo Sites com CSS e (X)HTML"


Eu e o incansável mestre...Meu amigo Maurício (Maujor) lancou o livro: "Construindo Sites com CSS e (X)HTML" no dia 12, no carioquíssimo bar Amarelinho, na Cinelândia, centro do Rio.

Maurício e o editor da NOVATEC, prometeram ao MAQ uma versão acessível do livro. Essa é uma iniciativa empreendedora e espero sinceramente, que sirva como exemplo para outras editoras.

Outras fotos do lançamento.

Acesso Digital em Recife

Aula MAQ Acessibilidade - Porto DigitalEm parceria com o Núcleo de Gestão do Porto Digital em Recife e as empresas Chesf e Celpe promovemos a capacitação em Acessibilidade Web e Web Standards tanto de profissionais de empresas estatais como privadas.
Foi uma experiência e tanto e a turminha de Recife é realmente um show a parte, seja pela competência, como pela simpatia.

Outras fotos de Recife:

Acesso Digital capacitou professores e alunos da UNIRIO.


turmaA Acesso Digital capacitou em acessibilidade web e web Standards professores e mestrandos em informática da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Unirio.

Outras fotos do treinamento na Unirio
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16 julho 2007

Como construir menus acessíveis que abrem e fecham com mouse ou teclado.

Roger Johansson do 456 BereaSt , escreveu em maio, um interessante e didático tutorial de como criar um menu expansível - tipo aquele que você clica, ele abre novas opções, clica novamente e, elas se fecham - totalmente acessível, tanto com mouse, como com teclado.

Menu acessível que abre e fecha com mouse ou teclado
Tutorial do menu acessível:
Accessible expanding and collapsing menu
Exemplo:
Menu funcionando.

13 abril 2007

Teste-drive: revista iMasters

capa da revista número 1 da iMasters
Mesmo antes de sair, ela já deu muito pano pra manga... um verdadeiro racha na galera de TI, uns são totalmente contra ter uma revista de TI em papel que surgiu na web, outros a favor e, outros como eu, meio contra e meio a favor.

Espera aí, deixa-me explicar, não sou de ficar em cima do muro... No pouquíssimo tempo que tenho livre uso revistas, livros e artigos impressos para me atualizar. No banheiro, metrô, praia, banheira, filas, etc. Gosto muito da idéia da criação de uma revista a partir de um site e acho que escolheram muito bem os colaboradores... Mas em contra partida, cobrar por uma assinatura digital é ir na contra-mão do transito, conforme explico no comentário que fiz no post do Bruno - Revista impressa de tecnologia e tão século XX... do dia 3 de abril de 2007:

“...Eu adoro ler revistas impressas e acredito que ainda terão espaço durante muito tempo, isto é, até acabarem as árvores ou inventarem uma tecnologia realmente barata e acessível que adicione valor a essa experiência.
É minha opinião e acredito que também deva ser uma grande parcela dos consumidores de TI.

Achei a iniciativa bacana, só acho que a versão digital da revista está com um modelo totalmente errado e que vai nadar contra a maré. Podem e devem cobrar pela revista impressa, mas pela versão digital… vai ser um tiro no pé… hoje temos acesso a quase toda e, porque não, toda informação que precisamos de graça… Porque então iremos pagar para ler artigos, se quase todos os editores dessa revista estão cansados de colocar suas idéias e opiniões “di gratissss” em seu blogs e afins? Inicialmente até vai dar samba, mas a médio e longo prazo, acredito que esse modelo vai ter que mudar para dar certo…

Um outro problema é o site, deveriam ter tomado um pouco mais de cuidado, pois usar flash e tabelas aninhadas, ninguém merece!!!...”


Como o Bruno foi extremamente franco ao expressar sua opinião sobre a revista mesmo antes do seu lançamento, já são mais de 50 comentários...

Bem, voltando ao tema desse post, ontem, sexta-feira treze de abril logo após de uns 6 chopinhos, peguei o metrô na direção de casa e iniciei o test-drive da minha mais nova aquisição, o número 1 da revista iMasters.

Ok, ainda não li toda a revista, mas alguns artigos e já passei os olhos no resto... depois de ler tudo volto aqui para fazer mais alguns comentários...

Segue minha breve opinião sobre a revista:

Pontos a favor:


  • Formato/Tamanho – inovador e super prático, pode-se levar para todos os lugares

  • Projeto gráfico – belo projeto

  • Ilustrações

  • Equipe, colaboradores e articulistas


Pontos contra:

  • Preço (R$ 13,00) – preço bem acima da concorrência

  • Acessibilidade: letras muito pequenas e em alguns casos com pouco contraste, como no currículo do Mauro Pinheiro na página 19, que além de minúsculo, sua cor é cinza escuro e no fundo tem uma textura alternando pequenos quadrados brancos e cinza... impossível de ler! Falando nisso alguém conseguiu ler as anotações das páginas 62 e 63?

  • As ilustrações são um ponto a favor, mas em alguns casos, passou do ponto. Não sei se porque em determinados artigos senti falta de substância, mas em compensação, sobram detalhes gráficos. Um leitor desavisado pode ficar em dúvida com relação ao foco da revista: é sobre arte ou TI?


E você o que achou da revista?

10 abril 2007

Acessibilidade é bom e todo mundo gosta

Muito bacana esse post do "Khristofferson" - eita nomezinho pouco acessível :) - sobre sua experiência tentando pegar um ônibus com uma nova catraca, muito pouco acessível.

Nada como sentir na pele, para compreender melhor a importância da acessibilidade e usabilidade.

Link para o post: Acessibilidade é bom e todo mundo gosta

Semelhante ao Khris, esse cadeirante português abaixo, resolveu colocar a mão na massa, digo, a marreta na massa e tornar literalmente esse "meio fio" mais acessível.

Quebrar barreiras


"Remoção de barreiras arquitectónicas. O grito silencioso da marreta mostra à saciedade que a cidadania também se faz de mobilidade."



Imagine o que os usuários podem fazer com o seu site/empresa utilizando "marretas virtuais"...

20 dezembro 2006

Dois ótimos textos sobre acessibilidade digital de presente de Natal!!!

Dois pesquisadores em acessibilidade digital, competentes profissionais, ótimos escritores e, diga-se de passagem, meus ídolos e amigos, escreveram recentemente textos sobre acessibilidade para dois livros que estão para ser lançados em papel, mas que já estão disponíveis pela Web.

O primeiro pesquisador é o meu grande amigo MAQ, do excelente Bengala Legal, já o segundo, é na verdade uma pesquisadora, a minha amiga virtual Amanda Meincke Melo, doutoranda pela Unicamp.

O primeiro livro é patrocinado pelo do projeto Acessa São Paulo do Governo do Estado de São Paulo, ainda sem nome, e deverá ser lançado em papel no início de 2007. Além do MAQ com capítulo sobre acessibilidade digital, teremos outros nomes importantes em acessibilidade como a Marta Gil da Rede Saci), Teófilo Galvão e Paulo Romeu Filho do Prodam.

Acessem o texto do MAQ no link: Acessibilidade web: Tudo tem sua Primeira Vez.

O segundo livro tem o título: Acessibilidade - discurso e prática no cotidiano das bibliotecas. Foi organizado por Deise Tallarico Pupo, bibliotecária do LAB, Amanda Meincke Melo, doutoranda pelo Instituto de Computação e Sofía Pérez Ferres, mestranda pela Faculdade de Engenharia Mecânica, ambas da Unicamp e integrantes do grupo “Todos Nós”.

Amanda escreveu dois capítulos no livro, um sobre Design Universal e outro sobre Acessibilidade na Web.

O livro está em formato Acrobat PDF, mas a Amanda me prometeu disponibilizar em breve uma versão em HTML. A versão em pdf pode ser baixada diretamente no do site pessoal da Amanda.

Bom natal e uma ótima leitura para todos.

27 novembro 2006

Barreiras à Criatividade

“Muitas coisas não ousamos empreender por parecerem difíceis; entretanto, são difíceis porque não ousamos empreendê-las.”
Sêneca

Para Abraham Maslow, um dos psicólogos mais proeminentes do século vinte, “O homem criativo não é um homem comum ao qual se acrescentou algo. Criativo é o homem comum do qual nada se tirou”. Ele chama a atenção para a influência poderosa das forças adversas presentes na nossa cultura e criação que nos impendem de desenvolver e realizar o nosso potencial criativo.

A maioria das pessoas têm medo de perguntar, agir, se expressar e errar... Fomos criados para obedecer e seguir padrões e paradigmas. Perdemos a nossa curiosidade e capacidade de pensar e questionar valores e verdades. Não conseguimos enxergar os nossos problemas sob outros pontos de vista.

Certa vez, Einstein disse: “ - não sou mais inteligente do que ninguém, sou apenas a pessoa mais curiosa que conheço”.

Assim, para reanimar e reativar a curiosidade e criatividade neutralizada pelas forças adversas presentes em nossa criação e cultura, é fundamental que eliminemos frases, expressões, paradigmas, conceitos e preconceitos tão presentes em nosso dia-a-dia, e que limitam e bloqueiam a criatividade.

Vejamos alguns dos clássicos bloqueadores da criatividade:

- Não vai dar certo!
- Isso não tem a menor lógica.
- Siga sempre as normas.
- Cuidado para não pagar um mico.
- É proibido errar.
- Brincar é falta de seriedade
- Isto não é da minha área, cada macaco no seu galho.
- Eu não quero mudar! Time que está ganhando não se mexe.
- Eu não sou criativo!
- É impossível. Não dá para fazer!
- Isto não serve para nada!
- Santo de casa não faz milagre.
- Não vamos inventar a roda.
- Vai custar muito caro.
- Seria uma mudança muito radical.

Estes são alguns dos bloqueadores da criatividade, mas cuidado, existem muitos outros. Precisamos estar sempre atentos, um bloqueador pode vir camuflado de boas intenções. Manter a cabeça aberta a novas idéias, não se deixar influenciar pelo pessimismo alheio, os preconceitos e paradigmas.

Artigo: Bloqueios a Criatividade

A boa notícia é que a criatividade faz parte da natureza humana e com o estímulo certo, nós podemos desenvolve-la.

Vejamos algumas das muitas maneiras de desenvolver a criatividade no artigo: Desenvolvendo a Criatividade

10 novembro 2006

Acessibilidade nas empresas: planejando a implementação de acessibilidade à Web

Recebi hoje a tradução do artigo "Implementation Plan for Web Accessibility" publicado no site do W3C.

Acho que o Maurício Samy do Maujor não deve dormir, ou talvez sejam os ares de Copacabana, a água de coco, enfim, o importante é que mais uma vez ele traduziu e disponibilizou esse interessante artigo para o português com o título: planejando a implementação de acessibilidade à Web.

É uma receita de bolo simples e, que se aplicada corretamente, pode implementar a cultura e política de acessibilidade nas "fabricas de software" e conscientizar os mais diversos profissionais da empresa envolvidos no desenvolvimento de sistemas Web.

Para que uma empresa implemente uma política de acessibilidade que realmente funcione é necessário que tenha executivos que acreditem que a acessibilidade é um importante requisito na qualidade de seus produtos e serviços e que patrocinem e apóiem essa iniciativa.

O que fazer então se os gerentes e diretores da empresa nunca ouviram falar de acessibilidade digital?

Um bom começo seria fazer uma apresentação interna sobre o tema, com dicas, melhores práticas, diretrizes, leis e, principalmente, com os benefícios que a acessibilidade trás aos produtos e a empresa.

Onde buscar argumentos:

- Artigos como o do Bruno: Acessibilidade não é altruísmo podem ajudar, assim como meu artigo o que é acessibilidade na Web?, onde listo quais são alguns dos benefícios de um projeto Web acessível.

- Outro argumento é a importância que empresas como a IBM estão dando a acessibilidade, fica mais fácil de perceber visitando o: Centro de acessibilidade da IBM .

Ou ir direto na fonte e dar uma boa pesquisada no Delicious, que é uma espécie de favoritos (bookmarks) colaborativo e tem ótimas referências sobre acessibilidade e outros assuntos afins.

 
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